Hotel da Seleção (ao fundo) tem vista para lago |
Celso Paiva
Direto de Pretória
Uma região praticamente inabitada, com uma pessoa ou outra passando na rua e quase nenhum carro. Assim como em Bloemfontein, quando ficou afastado em cima de um morro, a Seleção Brasileira escolheu um hotel longe do centro de Pretória para ser sua nova casa nas duas últimas partidas da primeira fase da Copa das Confederações, contra Estados Unidos e Itália. O local, no qual a equipe chegou nesta segunda-feira, fica a cerca de 30 minutos de carro do estádio Loftus Versfeld.
O Centurion Lake é um hotel que passa certa imponência na inabitada região e tem vista para um belo lago, onde é possível ver patos nadando na "congelante" água. Se os brasileiros conseguirem suportar o frio na área do terraço, principalmente no período noturno, poderão apreciar a paisagem à beira da piscina.
Nos dias que antecederam a chegada da Seleção, todos no local não escondiam a ansiedade para ver estrelas como Kaká e Robinho, nomes mais citados ao lado de Ronaldinho. A ausência do jogador do Milan, inclusive, causou surpresa na maioria dos funcionários do hotel. "Ele não vem, por quê? Meu sonho era apertar a mão de Ronaldinho", afirmou um dos policiais que faz vigília na recepção do Centurion Lake.
Ao lado do hotel, porém, a Seleção Brasileira é pouco lembrada no maior shopping center da região. Sem se preocupar com a Copa das Confederações, famílias passaram o domingo, que marcou a abertura da competição, passeando, fazendo compras ou brincando com seus filhos no playground de frente para o lago, em um "ambiente bem família".
Pouco se ouvia falar da chegada dos brasileiros na região. Ao perguntar para garçons, vendedores ou clientes do local se sabiam que o time brasileiro ficaria no hotel ao lado do shopping, todos mostraram desconhecimento sobre o assunto. Mais preocupados com rúgbi e críquete, algumas das pessoas disseram que nem conheciam os jogadores da Seleção.
Mesmo assim, a região já começou a sentir as mudanças da chegada das estrelas da equipe de Dunga. Assim como aconteceu em Bloemfontein, jornalistas já começam a fazer vigília na porta do local. O restaurante do hotel está fechado para os jogadores terem mais privacidade e a segurança foi reforçada.
O número de jornalistas do mundo inteiro deve aumentar ainda mais nesta terça em busca de uma fala de Kaká sobre sua transferência ao Real Madrid ou uma entrevista com Robinho sobre o desempenho da equipe na vitória sobre o Egito.
Terra