Criticado, Gilberto Silva agradece Kaká por "roubar" o foco

19 de junho de 2009 • 16h24 • atualizado às 18h01
Gilberto Silva comemora melhora no rendimento dentro de campo Foto: Reinaldo Marques/Terra
Gilberto Silva comemora melhora no rendimento dentro de campo
19 de junho de 2009
Foto: Reinaldo Marques/Terra

Allen Chahad

Renato Pazikas

Direto de Pretória




Um dos jogadores mais criticados pela queda de rendimento nos últimos jogos da Seleção Brasileira, o volante Gilberto Silva comemorou a transferência de Kaká para o Real Madrid. Segundo o meio-campista, a mudança de time do camisa 10 da Seleção fez as críticas e a imprensa mudarem o foco e deixarem Gilberto Silva "em paz".

"Elogio é importante. Quando falei sobre as críticas estava me referindo a outras convocações. Estava sendo muito criticado, não pelo que fazia em campo, mas que outro deveria estar em meu lugar. Ninguém está na Seleção se não faz um bom trabalho. Fico feliz por, nessa convocação, as coisas estarem mais tranquilas. O bom é que o foco mudou para o Kaká, sobre a transferência dele para o Real. Mas as críticas que recebi só me fizeram crescer, claro que me chatearam, mas procurei tirar proveito disso", afirmou o volante.

Quando questionado para fazer uma comparação entre a Seleção Brasileira campeão da Copa das Confederações em 2005 e esta que disputa a mesma competição na África do Sul, Gilberto Silva preferiu não criar polêmica e elogiou os dois grupos.

"Comparar uma Seleção com outra é complicado, porque tem mudanças , jogadores que jogaram hoje estão mais experientes, em seus clubes e na seleção. Eles aprenderam muito. São duas seleções de muita qualidade. Tanto aquela quanto essa tem vontade de vencer os jogos e essa é sempre a meta e a cada jogo temos que ter espírito de vencedor", explicou.

Outro assunto perguntado ao volante da Seleção é sobre as famosas cornetas nos estádios sul-africanos. Gilberto Silva disse que não se importa com a barulheira. "Até que o grupo fala bastante. Em determinados momentos não conseguimos ouvir bem. É difícil ouvir o Dunga às vezes, ainda mais na minha posição. De repente no momento que dá uma parada, olhamos para o Dunga para ele nos passar as coisas para transmitir aos nossos companheiros. Não atrapalha não. Estamos tão concentrados no jogo que não faz diferença".

Sobre a expectativa de enfrentar a Itália, adversário da Seleção neste domingo, Gilberto se mostrou confiante de entrar em campo em um "clássico mundial". "É a melhor expectativa possível, até porque se trata de um clássico mundial. Sabemos da importância, independente da situação que as seleções se encontram. Podem ter certeza que será uma partida disputada. É importante atacar, mas não podemos perder nosso estilo, que é de toque de bola. Conseguimos fazer isso diante dos EUA".

Terra
 
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