África do Sul defende cornetas e prevê "Copa do barulho"

22 de junho de 2009 • 10h50 • atualizado às 11h34
Estrangeiros estranham barulho de vuvuzelas sul-africanas Foto: Getty Images
Estrangeiros estranham barulho de vuvuzelas sul-africanas
22 de junho de 2009
Foto: Getty Images

Renato Pazikas

Direto de Johannesburgo




Os sul-africanos não parecem preocupados com as reclamações por causa do barulho nos estádios durante a Copa das Confederações. As "vuvuzelas", tradicionais cornetas utilizadas por torcedores do país, estão incomodando muita gente que acompanha o torneio.

Além das redes de televisão e de turistas estrangeiros que não estão acostumados com tanto ruído, os jogadores também começaram a reclamar e pediram mudanças para a Copa do Mundo de 2010, na África do Sul.

Mas nada deve ser alteradas. Em entrevista concedida nesta segunda-feira, Danny Jordaan, CEO do Comitê Organizador do Mundial, defendeu os hábitos do torcedor sul-africano.

"Essa pode ser a Copa mais barulhenta de todas. Alguns gostam, outros não. Os sons fazem parte da África. Nada se compara ao sentimento de estar no estádio com aquele barulho todo", afirmou Jordaan, projetando uma decisão no Estádio Soccer City com 94 mil "vuvuzelas".

O ministro da Polícia sul-africana, Nathi Mthethwa, também defendeu o barulho. "As vuvuzelas são o som da África. Queremos pedir para a Fifa que elas fiquem conosco para sempre. Da África do Sul as pessoas esperam música".

Após a vitória por 3 a 0 da Seleção Brasileira sobre a Itália no último domingo, o goleiro Júlio César reclamou muito das cornetas e chegou a cogitar que elas fossem proibidas durante a Copa do Mundo de 2010.

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