Copa das Confederações 2005
Sexta, 1 de julho de 2005, 13h29  Atualizada às 14h32
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Campeão, melhor jogador e artilheiro da Copa das Confederações, o atacante Adriano desembarcou nesta sexta-feira no Rio de Janeiro com seu próximo desafio na seleção já definido: repetir na Copa do Mundo do ano que vem a excelente atuação que teve nos gramados alemães nos últimos dias.

O atacante da Inter de Milão conseguiu pelo segundo torneio seguido ser campeão pelo Brasil e receber os principais prêmios individuais, após obter o feito pela primeira vez na Copa América do ano passado, no Peru.

A seleção brasileira, sob o comando de Carlos Alberto Parreira, conquistou o título da Copa das Confederações da Alemanha com uma goleada por 4 a 1 sobre a Argentina na decisão. Adriano fez dois gols na final de quarta-feira.

"Espero que a gente consiga, vai ser difícil porque também será uma competição em final de temporada. Vamos tomar os cuidados, repousar bastante para chegar bem ao Mundial", disse o jogador aos repórteres após o desembarque no Rio de Janeiro.

O jogador confirmou também estar vivendo o melhor momento de sua carreira. "Acho que foi. Desde o início na Inter até o final foi muito bom para mim. Só tenho que agradecer a Deus e a minha família, que me deu força. Espero ainda dar muito mais alegria ao povo brasileiro, que é o meu objetivo."

/ Adriano, que na Copa das Confederações teve papel fundamental para o sucesso do quarteto ofensivo formado por ele Robinho, Ronaldinho Gaúcho e Kaká, sabe que Ronaldo terá vaga na equipe titular.

"A seleção brasileira hoje tem grandes jogadores e isso é até uma dificuldade para o professor Parreira, mas ele sabe a equipe que vai ser melhor", afirmou o jogador, que passará dez dias de férias no Rio.

"Se jogar eu, Robinho ou Ronaldo, qualquer um tem que ter o objetivo de ganhar a Copa do Mundo, mas é claro que vou brigar para ser titular."

Nesta sexta-feira os jogadores e a comissão técnica da seleção brasileira chegaram ao Brasil em dois vôos distintos, um no Rio de Janeiro e outro em São Paulo. Adriano, Juan, Lucio e Gilberto foram os únicos a desembarcar no Rio.

Adriano foi recepcionado por seus familiares, mas a ausência de seu pai, Almir Ribeiro, acabou ofuscando a festa armada para a chegada do jogador.

Ele perdeu o pai, vítima de problemas cardíacos, em agosto do ano passado, e a recordação pelas vezes em que esteve com o pai no aeroporto emocionou o jogador nesta manhã.

"Passo por um momento feliz e por um momento triste, porque não tenho o meu pai. A vida tem dessas coisas, temos que saber conviver com isso, e tenho certeza que ele está com Deus e me olhando lá de cima."
 

Reuters

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