Coritiba decidirá o título da Copa do Brasil jogando no Couto Pereira
Foto: Robertson Luz/Gazeta Press
Depois dos recordes quebrados e do título paranaense invicto, o Coritiba chega pela primeira vez à final de uma edição da Copa do Brasil, no melhor começo de ano de sua história. A empolgação é tanta que muitos torcedores já comparam a equipe atual à que foi campeã do Campeonato Brasileiro de 1985, sobre o Bangu.
Ídolo da maior conquista do Coritiba até hoje, o ex-goleiro Rafael Cammarota relembra a campanha da conquista e rechaça qualquer comparação entre os times. "Não se pode comparar aquele título com o momento atual, pois jogamos 29 partidas para levar o título. O time atual jogou apenas dez vezes para chegar à final", disse Rafael.
Rafael foi um dos destaques do título alviverde, com defesas incríveis na semifinal, contra o Atlético-MG, em partida eleita por ele a mais marcante daquela campanha. "Ninguém acreditava em nós. Nelinho e Reinaldo (na época, no time mineiro) achavam que passariam facilmente por nós e me culparam, mas só fiz minha obrigação", disse.
Quem defende a meta do Coritiba hoje é Édson Bastos. Rafael o elogiou, deixando o atual goleiro orgulhoso. "É muito gratificante ouvir isso de um cara que marcou época no clube. Espero poder ter, nessa final, a competência que ele teve em 85", disse Bastos.
O ex-camisa 1 destaca a grande quantidade de talentos individuais da equipe de 1985, como os atacantes Índio e Lela, pai do atacante Alecsandro, do Vasco, além dele próprio. Para Cammarota, o time atual, treinado por Marcelo Oliveira, tem no conjunto o seu trunfo. "A base foi montada pelo Ney Franco e o Marcelo Oliveira deu sequência. O time se conhece bem".
O ídolo do Coritiba acredita que a conquista do Paranaense, espinha dorsal da grande fase, não pode ser parâmetro para a disputa da Copa do Brasil. Rafael ressaltou que a partida contra o Vasco será a verdadeira prova de fogo da equipe em 2011, mas será também a oportunidade de ouro de o time superar a desconfiança e provar seu valor. "É bom ser zebra, pois você tem de provar sua capacidade, de mostrar que é capaz. O Coxa tem estrutura para isso, acredito no título".
Ídolo cobra as medalhas de 85
Um fato inusitado marcou a comemoração do título brasileiro de 85. Em vez de repassar as medalhas da conquista aos jogadores, o então presidente Coritiba, Evangelino da Costa Neves, vendeu as relíquias a preço de ouro a alguns conselheiros do clube.
"Na época, ele deu a desculpa de que, com isso, pagaria ao elenco a premiação pelo título. Um presidente não pode fazer esse tipo de coisa", frisou Rafael.
Em visita a Gilmar, goleiro do Bangu em 86, ele viu a medalha dos vice-campeões."As nossas, douradas, deveriam ser ainda mais bonitas que a que vi", contou.
Passados quase 26 anos da conquista, Rafael faz um apelo aos compradores. "Gostaria de que nos devolvessem o que é nosso por direito. Há anos tentamos, mas sem sucesso", finalizou o ídolo.
- Lancepress!




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