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Copa do Brasil
Quinta, 2 de julho de 2009, 16h26  Atualizada às 17h38
Jorge Henrique entra para galeria dos "heróis-coadjuvantes"
 
Fernando Souza
 
AFP
Jorge Henrique abriu o placar na final da Copa do Brasil
Jorge Henrique abriu o placar na final da Copa do Brasil
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Os dois gols nos jogos das finais da Copa do Brasil fizeram Jorge Henrique "ressuscitar" uma tradição corintiana de pelo menos três décadas: a do jogador coadjuvante que tem estrela em uma final de campeonato e acaba sendo adotado pela torcida.

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Nas últimas três décadas, não são poucos os exemplos dos jogadores que não são badalados saírem como heróis das conquistas. Em 1988, o então garoto Viola, escalado na "fogueira", deu um carrinho na área e desviou chute de Wilson Mano na prorrogação da final do Campeonato Paulista contra o Guarani. Depois disso foram mais 104 gols em 283 jogos.

Outro coadjuvante que virou estrela em final foi o atacante Tupãzinho. Na campanha que elevou o meia Neto à categoria de ídolo, foi do atacante o gol que garantiu o primeiro dos quatro títulos do Campeonato Brasileiro para o time alvinegro.

Na década de 90, Elivélton, no Campeonato Paulista de 1995, e André Luís, no estadual de 1997, fizeram os gols do título nas finais contra Palmeiras e São Paulo, respectivamente. Mas um dos casos mais emblemáticos foi o do atacante Dinei, nos três jogos das finais do segundo título do Campeonato Brasileiro, em 1998.

Único remanescente do elenco que conquistou o Brasileiro de 1990, Dinei rodou o País antes de voltar ao clube em 1998 depois de ter sido pego em exame antidoping por consumo de cocaína. Mas nas finais contra o Cruzeiro, foi a arma secreta e se transformou em ídolo da torcida, que o via como representante dentro de campo. Com Edílson, Marcelinho, Ricardinho, Vampeta e Rincón dividindo as atenções, Dinei saía do banco de reservas para resolver os problemas e virou talismã da final. No primeiro jogo, em Minas, marcou o primeiro dos dois gols que evitaram a derrota para o time mineiro (a partida terminou em 2 a 2). No terceiro e decisivo embate deu passes para os tentos da vitória por 2 a 0.

No Corinthians de 2009, a estrela é Ronaldo e a torcida vibra com a segurança da defesa e a raça de seus volantes. Jorge Henrique pouco aparece para torcida, mas foi fundamental para o time. Não só por fechar espaços na marcação, como para construir jogadas que acabaram em gol e também conclui-las. Mas o reconhecimento vem, principalmente do técnico Mano Menezes, que pediu a sua contratação neste ano.

Jorge Henrique teve participação decisiva nos últimos jogos do Corinthians na Copa do Brasil. Contra o Fluminense, no jogo de volta das quartas de final, fez o segundo gol da partida dificultando ainda mais a vida do time carioca (o jogo terminou em 2 a 2, com a classificação do Corinthians). Na fase seguinte, foi dele o passe para Dentinho abrir o marcador contra o Vasco, em pleno Maracanã, no primeiro jogo da semifinal. Nas finais, fez um gol em cada jogo dando tranqüilidade para o Corinthians conquistar seu terceiro título.
 

Especial para Terra