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Futebol

Uefa se opõe a Blatter e declara apoio ao príncipe Ali

Bieri Keystone / AP
28 mai 2015
10h26
atualizado às 10h40
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Às vésperas das eleições presidenciais da Fifa, o escândalo de corrupção que culminou na prisão de dirigentes e empresários pode dar uma guinada no pleito. Favorito disparado à reeleição na disputa com o príncipe Ali Bin Al Hussein, Joseph Blatter perdeu apoio importante na manhã desta quinta-feira. O presidente da Uefa, Michel Platini, pediu o fim da corrupção e anunciou que a maioria dos associados da Federação Europeia retirou seu apoio à candidatura do suíço.

"Agora basta, acabou. Temos que preservar o futebol e não podemos concordar com as ações ocorridas e que ajustiça agora vai esclarecer e julgar devidamente", disse o presidente. "Nós aproveitamos essa oportunidade e fizemos uma reunião com associados da Uefa. Tivemos uma bela discussão sobre a eleição presidencial de amanhã e a maioria dos associados da Uefa vai votar pelo príncipe Ali", acrescentou.

A Football Association, entidade que administra o futebol na Inglaterra, já havia declarado apoio público ao único candidato de oposição. Desde o início de sua candidatura, o príncipe da Jordânia defende um discurso de renovação na Fifa para "combater a corrupção" e "devolver a ética" à entidade. 

Blatter, por sua vez, está no cargo desde 1998 e busca estender seu reinado por mais um mandato. Até a última quarta-feira, quando as investigações vieram a público e sete dirigentes acabaram presos, Blatter era o grande favorito e sua reeleição era dada como certa. Platini reiterou a ideia de que uma renovação no comando da entidade traria a transparência necessária para limpar a imagem da Fifa.

"Estamos votando por uma renovação e transferência para que a Fifa continue forte. A grande maioria vai votar pelo príncipe Ali, essa é nossa conclusão", finalizou.

Foto: AFP

 

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