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A direção do Santos pode ir à Fifa contra os 11 jogos anulados pelo presidente do STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva), Luiz Zveiter, após as denúncias de manipulação de resultados do ex-árbitro Edilson Pereira de Carvalho. A intenção é esgotar todas as instâncias na esfera esportiva brasileira antes de tomar a atitude.
Dentre as partidas anuladas estava o jogo entre Santos e Corinthians. O time da Vila Belmiro havia goleado por 4 a 2, e na reedição acabou sendo derrotado por 3 a 2 em arbitragem duvidosa e muito contestada de Cléber Wellington Abade.
O departamento jurídico do Santos já havia recorrido da sentença de Zveiter, mas a Primeira Comissão Disciplinar decidiu manter o veredicto, deferindo o recurso do clube santista, Figueirense, Cruzeiro, Internacional e Ponte Preta.
Para auxiliar no processo, o clube alvinegro contratou o advogado Marcílio Krieger, especialista em questões jurídicas esportivas.
"Vamos esperar a decisão do Pleno Tribunal do STJD, que deve ser presidida pelo Zveiter. O mais previsível é que eles mantenham a decisão de anular as 11 partidas. Se isso acontecer, aí vamos estudar a possibilidade irmos à Fifa. Mas ainda vamos analisar com calma tudo isso", afirmou Mário Mello, advogado do clube santista, em entrevista ao Terra Esportes.
Sobre o julgamento do meia Giovanni, que chutou uma bola para a torcida na reedição da partida contra o Corinthians, e será julgado nos artigos 279 (incitar publicamente a violência e a infração e com pena prevista de 12 a 24 meses de suspensão) e, de forma alternativa, no 258 (com pena de um a dez jogos), o advogador está otimista.
"Vou pedir a absolvição do Giovanni e acho que devemos conseguir, já que ele não fez nada demais. Se não conseguir, vou tentar desclassificar para o artigo 250 (atitude inconveniente com pena 1 a 3 jogos)", explicou Mello.
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