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O envolvimento de mais árbitros no "Escândalo do Apito", esquema em que árbitros manipulavam resultados do Brasileiro para favorecer apostadores de sites esportivos, não está descartado.
Até o momento, Edílson Pereira de Carvalho e Paulo José Danelon foram os únicos denunciados por participarem do caso.
José Reinaldo Guimarães, promotor da GAECO (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado), foi quem indicou a possibilidade de haver mais pessoas envolvidas naquilo que considera uma "organização criminosa, uma quadrilha".
Ele falou nesta quarta-feira à noite à Rádio Globo "Não descarto nada na investigação, até porque ainda não está fechada. Estamos concluindo o inquérito policial e existem outras pessoas desta organização, que tinha como único propósito fraudar o futebol brasileiro em crimes seguidos de estelionato e contra a economia popular. E estas pessoas serão ouvidas, além das testemunhas", afirmou.
As investigações, aliás, já seguem nesta quinta, quando Guimarães vai escutar juízes que participaram da escolinha de árbitros de Danelon. O promotor quer entender como funcionava e que tipos de pessoas a freqüentavam.
"Danelon exercia liderança no mundo da arbitragem. Isto ficou evidente nos depoimentos colhidos", disse.
Depois disto, os próximos a serem ouvidos devem ser os dirigentes de clubes, "as vítimas identificadas".
A estimativa dada por José Reinaldo Guimarães para a conclusão do inquérito, caso não aconteçam novidades, é de 30 dias. Só aí, então, inicia-se a ação penal e o julgamento.
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