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Naief Saad Neto, presidente do Tribunal de Justiça Desportiva de São Paulo (TJD), cutucou sutilmente o Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) acerca de sua decisão sobre a anulação das partidas do Brasileirão apitadas por Edílson Pereira de Carvalho, envolvido na manipulação de resultados.
"É um julgamento (o do TJD) que eu considero justo. Não houve precipitação, tivemos uma análise de cada uma das 22 partidas pessoas que entendem do assunto. Tudo foi analisado", disse o magistrado, em clara referência à rapidez do STJD, que decidiu em menos de uma semana após a revelação do escândalo do apito.
O TJD, que recebeu as denúncias sobre uma possível manipulação de jogos do Campeonato Paulista por Edílson e pelo árbitro Paulo José Danelon, só fará seu julgamento na próxima segunda. O relatório do inquérito, concluído esta semana, além de provas e análises sobre cada um dos jogos, inclui reportagens.
"Temos duas situações diferentes: o Paulista está encerrado e o Brasileiro em andamento. O que o STJD julgou foi uma medida cautelar, em que você é incitado pela procuradoria a tomar uma decisão imediata. Nós não tínhamos por que atropelar", tentou amenizar Naief, que contou existirem algumas partidas sem indício de manipulação.
O presidente do Tribunal evitou dar qualquer declaração que indicasse o veredicto de segunda-feira.
"Depende da posição de cada auditor. O que acontece num julgamento é imprevisível, cada um vai analisar de uma forma", explicou.
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