Boletim
Receba todas as novidades por email

 Fale conosco
Participe! Envie suas sugestões ao canal
Corrupção no Futebol
Quarta, 26 de outubro de 2005, 11h48 
Onaireves Moura presta depoimento no TJD-PR
 
 Últimas de Corrupção no Futebol
» MP quer mudar lei para evitar novos "casos Edilson"
» Ex-árbitro Edilson Pereira irá processar FPF
» Para especialista, liminar de torcedor é "inócua"
» Liminar pode fazer Inter virar líder do Brasileiro
Busca
Busque outras notícias no Terra:
Em depoimento ao auditor do TJD, Paulo César Gradella, o presidente da Federação Paranaense de Futebol (FPF), Onaireves Moura, disse desconhecer qualquer "acerto" para beneficiar a equipe do Ponta Grossa no campeonato de 2000. Além de se defender das acusações do ex-árbitro José Francisco de Oliveira, o Cidão, o presidente da FPF fez novas revelações.

O dirigente apresentou uma declaração da representante da entidade no jogo entre Operário x Prudentópolis, pela 11ª rodada da série AI de 2000, Sayonara de Barros, no qual ela afirma ter presenciado uma tentativa de agressão do diretor do Ponta Grossa Paulo Balancim contra o árbitro José Francisco de Oliveira.

A confusão teria acontecido no vestiário, após a partida. O presidente da FPF contou os motivos que levaram o afastamento de Fernando Luiz Homann da presidência da Comissão de Arbitragem (CA-FPF).

Segundo ele, Homann informava ao ex-árbitro Amorety Carlos da Cruz o trio que iria para sorteio. De posse dessa informação, Amorety entrava em contato com os clubes e "vendia" os árbitros geralmente para os dois clubes.

"Ficamos sabendo que na final do Paranaense de 2004, Carlos Jack Rodrigues Magno e Marcos Tadeu Mafra foram colocados no sorteio. Os dirigentes de clubes ficaram revoltados com isso", afirmou Moura, que teria chamado Homann antes do jogo e avisado que se caso houvesse alguma irregularidade, os árbitros estariam fora do futebol do Paraná.

Na segunda-feira, após a partida, o dirigente teria chamado Homann e perguntado qual o critério utilizado para escalar os árbitros. "Ele me respondeu que achava que eram os mais indicados. Então agradeci os serviços por ele prestados em prol do futebol e informei-o que não era mais o presidente da CA-FPF", declarou.

Moura disse que naquele momento Amorety deixou de ter controle sobre os árbitros e decidiu fundar o sindicato da categoria. Como a FPF e os árbitros não aceitaram o sindicato, em agosto deste ano, houve uma tentativa de fusão do Sindicato com a Associação.

Segundo Moura, apenas alguns árbitros teriam sido avisados da assembléia, na qual seria votada a fusão. No entanto, a FPF ficou sabendo e o diretor administrativo Johelsson Pissaia avisou aos demais árbitros. Amorety teria ameaçado Johelson Pissaia, dizendo que por essa atitude Cidão iria entrar na história e fazer acusações contra Pissaia.

O administrador do estacionamento do Pinheirão, Roberto Tiboni teria presenciado a ameaça. O dirigente aponta vários trechos de depoimentos do inquérito anterior que investigou a corrupção na arbitragem que, segundo ele, são fortes evidências contra Amorety.

Moura acusou Amorety de ser um dos bruxos. Segundo o dirigente existem mais dois. Um da capital e outro do interior do estado.

"Me reservo o direito de revelar somente perante a polícia. Já estou entrando em contato para marcar meu depoimento. Acho que se falar publicamente as investigações serão prejudicadas", revelou.

Moura disse que em razão das acusações, os diretores da FPF perderam credibilidade. De acordo com Moura, o Prudentópolis ao ser consultado pela entidade sobre a conduta de árbitros e dirigentes, declarou nada conhecer que desabonasse suas condutas.

Depois tentou anular um jogo sob alegação de ter sido prejudicado. Já o Engenheiro Beltrão tenta pressionar a entidade para anular o rebaixamento do Campeonato deste ano. O presidente da FPF também informou que registrou uma queixa-crime contra Cidão no 6º Distrito Policial.


 

Lancepress!