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O presidente da Federação Paulista de Futebol (FPF), Marco Polo Del Nero, admitiu a hipótese de indenizar os clubes de futebol que tiverem sido lesados por Edilson Pereira de Carvalho e Paulo José Danelon no Campeonato Paulista deste ano. Para tanto, o dinheiro sairia dos processos movidos contra os dois ex-árbitros, segundo informações são da Agência Câmara.
Del Nero, chefe da entidade na qual era vinculado os pivôs do esquema de manipulação de resultados do futebol brasileiro, prestou depoimento na Comissão de Turismo e Desporto da Câmara Federal. A FPF deverá mover os processos por danos materiais e morais na Justiça Desportiva de São Paulo a partir desta quinta-feira.
O presidente da entidade disse ainda que as acusações feitas por Edilson Pereira de Carvalho contra o vice-presidente licenciado da entidade, Reinaldo Carneiro Bastos, podem ter sido motivadas pela decisão da federação de processar o ex-árbitro.
Depois de confessar ter recebido dinheiro de apostadores de sites ilegais para influenciar resultados, Edilson acusou o vice da FPF de também encomendar resultados, mas através apenas de pressão.
Já o presidente da Associação Nacional dos Árbitros de Futebol, José de Assis Aragão, acusou em seu depoimento Edilson de ser "traidor" e defendeu a atuação dos árbitros.
"Não se pode julgar o conjunto a partir de duas laranjas podres, que já foram banidas da categoria", disse, em referência a Edilson e ao outro árbitro assumidamente envolvido no esquema, Paulo José Danelon.
Segundo o presidente da associação, Edilson ganhava R$ 2,5 mil por partida que apitava e costumava atuar, em média, quatro ou cinco vezes por mês.
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