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Corrupção no Futebol
Quarta, 9 de novembro de 2005, 17h42  Atualizada às 18h00
Em Brasília, Gibão diz que agora não "joga nem baralho"
 
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O empresário Nagib Fayad, o Gibão, apontado com o homem que fornecia o dinheiro para os árbitros manipularem os resultados de jogos de futebol e lucrar com apostas em sites ilegais, disse nesta quinta-feira, em depoimento à Comissão de Turismo e Desporto, estar arrependido do que fez e afirmou ter superado o vício pelo jogo.

Gibão disse que parou de jogar desde o início do escândalo. "Nunca imaginei que daria uma confusão tão grande. Foi a maior lição de minha vida. Hoje não jogo nem baralho", desabafou.

O apostador assumiu ter pagado R$ 30 mil ao ex-árbitro Paulo José Danelon para manipular o resultado de três jogos do campeonato paulista do ano passado.

As partidas são Corinthians x Ponte Preta; Portuguesa Santista x União São João de Araras e Guarani x Atlético de Sorocaba.

A versão já havia sido confirmada por Danelon, que depôs há duas semanas na comissão. A fraude era utilizada para beneficiar apostadores em sites de jogos.

Fayad, no entanto, negou que tenha emprestado dinheiro para Danelon. De acordo com o ex-árbitro, a dívida teria servido como forma de pressão para que aceitasse participar da fraude. Segundo Fayad, quem teria feito o empréstimo a Danelon era o advogado Daniel Gimenes, que atuou como intermediário entre o empresário e os árbitros.

"Nunca procurei juízes de futebol. Eles é que me procuraram", declarou Gibão.

De acordo com Fayad, Danelon teria lhe confidenciado que a Federação Paulista de Futebol protegia o time do Marília.

Prejuízo

Fayad também afirmou que teve um prejuízo de R$ 300 mil em dois jogos apitados por Edilson Pereira de Carvalho no Campeonato Brasileiro deste ano (Palmeiras x Santos e Juventus x Figueirense). O ex-árbitro também fazia parte do esquema.


 

Redação Terra