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O ex-árbitro Edilson Pereira de Carvalho, principal pivô do escândalo do apito, irá processar a Federação Paulista de Futebol (FPF) e veículos de imprensa, por danos morais. A informação é do jornal O Estado de S. Paulo.
Na ação contra a federação, que deve ser proposta na próxima semana, o ex-árbitro quer provar, por meios legais, seu vínculo empregatício com a FPF.
"Foram 14 anos e meio dedicados aos jogos, cumprindo com as obrigações, com as punições e sem nenhum direito", afirmou Edilson, em entrevista ao Estado.
De acordo com Carvalho, a federação exigia uma carta de "próprio punho" provando que o árbitro tinha outra profissão, que não apitar jogos de futebol.
"Como é que eu poderia ter outra profissão se tinha que manter o condicionamento físico, me apresentar sempre que solicitado e atender a todas as exigências da Federação?", perguntou.
Segundo o advogado de Carvalho, Fernando Fabiani Capano, a ação é de R$ 400 mil.
O outro processo, contra a imprensa, já foi protocolada pelo ex-árbitro e mira veículos de comunicação que publicaram a foto da filha de Carvalho.
"Depois da foto publicada ela passou a sofrer uma série de constrangimentos na escola e em todos os lugares que freqüenta. Tinham dezenas de fotos para publicar e escolheram esta, onde a filha de dez anos aparece", disse.
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