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Para evitar novos escândalos de arbitragem, o Ministério Público de São Paulo exige uma legislação mais rigorosa e o aumento das penas. No ano passado, o árbitro Edilson Pereira de Carvalho foi acusado de ter manipulado partidas do Campeonato Brasileiro para favorecer apostadores de sites ilegais.
Pereira, que foi expulso pela comissão de arbitragem, chegou a ficar preso por alguns dias, mas responde ao processo em liberdade.
O promotor do Gaeco (Grupo de Atuação Especial e Repressão ao Crime Organizado do Ministério Público de São Paulo), José Reinaldo Carneiro, pede penas de dois a quatro anos de prisão para quem manipular resultados, assim como para torcedores violentos.
"Para reprimir esse crime, é preciso legislação rigorosa", disse Carneiro, em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo.
No entanto, o promotor também quer um rigor maior da legislação para cambistas e pessoas envolvidas em evasão de dinheiro nas bilheterias.
"A intenção não é pegar só o cambista coitadinho de porta de estádio, mas o tubarão, que consegue desviar uma cota grande de ingressos", completou.
Para entrar em vigor, a proposta, que já foi enviada à Comissão de Turismo e Desporto da Câmara e ao Ministério do Esporte, precisará ser votada no Congresso Nacional.
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