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Cresce a repressão contra torcedores racistas do Beitar Jerusalém

18 fev 2013
19h07
atualizado às 20h10
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O procurador-geral israelense Yéhuda Weinstein ordenou a polícia a endurecer a repressão nas manifestações de racismo de alguns dos torcedores do clube Beitar Jerusalém, informaram fontes judiciais nesta segunda-feira.

"As autoridades encarregadas de aplicar a lei devem reagir com determinação, com mão firme e durante um longo tempo, para pôr fim a estas ações" racistas no mundo do futebol e, em particular no Beitar Jerusalém, segundo uma carta enviada pela promotoria à direção do clube.

Nesta mensagem, o procurador-geral pede que os responsáveis da Federação Israelense de Futebol não hesitem em interromper as partidas em caso de manifestações racistas.

O Beitar Jerusalém viu recentemente o aumento da tensão desde que o clube decidiu contratar dois jogadores muçulmanos da Chechênia, na região do Cáucaso no sul da Rússia, gerando reações racistas por uma parte de seus torcedores. Há alguns dias, os escritórios do clube foram incendiados.

O clube, conhecido por ser ligado à direita ultranacionalista israelense, nunca havia contratado jogadores muçulmanos, um caso único no país. O Beitar Jerusalém já foi punido em diferentes ocasiões pelo comportamento de seus torcedores.

AFP Todos os direitos de reprodução e representação reservados. 
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