4 eventos ao vivo

Destaque do Flu, Edson celebra boa fase. Mas não sabe se permanecerá

17 dez 2014
10h53

A chegada de Edson ao Fluminense não foi marcada por nenhuma grande festa, tampouco por qualquer recepção calorosa. Contratado em abril pelo Tricolor, o volante-lateral ex ABC e São Bernardo desembarcou nas Laranjeiras para compor o riquíssimo elenco verde-grená e para ser uma alternativa ao técnico Cristóvão Borges. Todavia, com grandes atuações e com cinco gols marcados no Campeonato Brasileiro e na Copa Sul-Americana, o polivalente jogador deixou de ser uma alternativa e passou a ser um dos destaques do time titular tricolor, recebendo elogios da torcida e da mídia esportiva.

- Se não fossem pelas minhas boas atuações, eu não estaria recebendo tantos elogios. Acaba que todo esse sucesso é um mérito meu, mas também de toda a equipe, pois quando o conjunto vai bem, todos se saem bem – explicou Edson.

Com passagem por dois clubes de pequena expressão, o jogador de 23 anos não sentiu o peso da camisa do Fluminense, muito menos se sentiu acanhado por estar atuando ao lado de grandes nomes do futebol mundial, como Fred e Conca, por exemplo.

- Nunca tive problema com isso. Vejo o Fred como uma pessoa comum. A gente conversa e brinca nos treinos. Todo mundo se dá muito bem no time do Fluminense e isso é muito bom para o clube – acrescentou.

A derrota por 5 a 2 para o América-RN na Copa do Brasil, porém, abalou esse bom ambiente. Para Edson, que teve a sua formação profissional na base do maior rival americano, o ABC, essa derrota foi ainda mais dolorida. Entretanto, a eliminação vexatória serviu como marco de união entre os jogadores do tricolor carioca.

- Foi uma coisa inexplicável. Todos nós sentimos muito na pele, eu principalmente. Foi uma derrota dolorosa. Até hoje comentamos sobre esse jogo, o quão atípico ele foi. Mas tivemos a consciência de que tínhamos que seguir em frente e não se deixar abalar. Depois daquele jogo, nos unimos e fizemos um bom campeonato dali em diante – comentou.

E MAIS:

Apesar do empenho na sequência da temporada, o Fluminense acabou o ano sem títulos e fora da Copa Libertadores 2015. A decepção pelo fraco desempenho em 2014 e a certeza de que o clube poderia ter encerrado o ano de uma maneira melhor pôde ser enxergado no semblante de todos que fazem o Flu, com Edson não foi diferente.

- Foi decepcionante ficar de fora da Libertadores. Passamos um bom tempo no G4, porém perdemos muitos pontos para times que encerraram o campeonato lá em baixo e isso nos prejudicou bastante. Mas até onde houve chances, a gente lutou para conseguir uma vaga. Ficou um gostinho amargo de que poderíamos ter chegado numa posição melhor, até porque o nosso time venceu confrontos diretos, como diante do São Paulo e do Corinthians. Então, acho que tínhamos potencial de terminar o Brasileirão numa posição melhor – disse.

Ficar de fora da Libertadores rendeu ao Fluminense o fim de uma parceria de 15 anos com o seu principal patrocinador, a Unimed. Sem o dinheiro investido pelo plano de saúde, as receitas do clube devem diminuir consideravelmente. Manter as estrelas do elenco e montar um time competitivo para o próximo ano serão os grandes desafios da diretoria tricolor:

- Eu não possuo vínculo com a Unimed. Todos os meus vencimentos são feitos junto ao próprio Fluminense. Mesmo assim, perdemos muito com o fim da parceria, pois a Unimed investia muito no clube. Não sei se o clube vai ter como manter os principais nomes do time, como Fred, que termina o contrato agora, ou Conca que tem um contrato um pouco mais logo. É complicada toda essa situação. Mas espero que o Fluminense possa fazer o seu papel e manter esses jogadores.

Nem a permanência de Edson está assegurada para a próxima temporada. Com contrato até maio de 2015, o jogador espera que a diretoria do Fluminense exerça o seu direito de compra e adquira os seus direitos federativos junto ao São Bernardo:

- Não adianta falar que vou ficar no Fluminense e quando chegar em janeiro eu estar em outro clube. Também não posso falar que vou sair porque pode chegar janeiro e eu continuar no Fluminense. A diretoria já manifestou o desejo de que eu permaneça. Ficou acordado que o Fluminense exerceria a compra dos meus direitos econômicos. Mas vamos esperar até o próximo mês, porque futebol é muito dinâmico e tudo pode mudar.

A única certeza é que o potiguar Edson, que um dia foi questionado dentro das categorias de base do ABC, hoje é um jogador que está vencendo e se destacando no futebol brasileiro. Mesmo que não fique no tricolor carioca, o volante não teme mudar de clube e perder espaço.

-Caso eu me transfira, terei que recomeçar do zero. Encontrar o meu espaço em outro time. Sei que tenho capacidade para isso. Me adaptaria a qualquer clube no Brasil. Mas vamos aguardar a reapresentação do clube para definir as questões contratuais – finalizou.

Fonte: Lancepress! Lancepress!
publicidade