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Diego Costa e sua tortuosa relação com a seleção espanhola

27 mai 2014
20h29
atualizado em 3/6/2014 às 12h58

O atacante Diego Costa, do Atlético de Madrid, sofre uma tortuosa relação com a seleção da Espanha desde o primeiro momento em que começou a falar da possibilidade de defender a 'Fúria', e agora, quando parecia perto de ser titular na Copa do Mundo, pode ficar fora da lista dos 23 que viajarão ao Brasil.

Após muitas dúvidas sobre seu estado físico, no sábado Diego Costa foi escalado para a final da Liga dos Campeões contra o Real Madrid. Porém, ocorreu o que muitos temiam. Não conseguiu ficar mais do que nove minutos em campo e foi substituído após sentir novamente a lesão muscular no bíceps femoral de sua perna direita. Esta vontade por jogar todas as partidas pode pôr em risco sua participação no Mundial.

Após a decepção pela derrota na final da 'Champions', Diego Costa foi submetido na última segunda-feira a um novo exame médico, que detectou uma microrruptura no músculo da coxa direita, o que exige um repouso de 15 dias.

O técnico Vicente Del Bosque, que anunciará os 23 convocados após o amistoso contra a Bolívia na próxima sexta-feira, já avisou que quer todos os jogadores em perfeitas condições físicas para o início dos treinos, na próxima segunda-feira.

No entanto, o treinador afirmou que não tomará uma decisão sobre Diego Costa até "o último momento". De fato, o atacante será tratado pelo departamento médico da 'Fúria' e ainda há um labirinto que o distancia da convocação.

Em outubro de 2013, o jogador nascido na cidade de Lagarto (Sergipe) abriu mão da seleção brasileira e manifestou sua intenção de jogar pela Espanha. No meio de uma intensa polêmica, poucos dias depois, Del Bosque o convocou para os amistosos contra Guiné Equatorial e África do Sul, mas não pôde comparecer devido a uma lesão.

Diego teve que esperar a seguinte convocação para brilhar em sua primeira e única vez com a camisa da seleção espanhola. Foi o amistoso contra a Itália, no dia 5 de março, justamente no Vicente Calderón, casa do Atlético de Madrid. O atacante jogou os 90 minutos do encontro, mas não balançou as redes.

Durante o final da última temporada, Diego Costa vinha se firmando quase como uma unanimidade entre os que projetavam a lista de convocados da 'Fúria'. Porém, sofreu com o desgaste físico e, principalmente, com a lesão na coxa direita.

Em jogo de ida das quartas de final da Liga dos Campeões, contra o Barcelona, o centroavante era dúvida, jogou e também teve de ser substituído por lesão. Na última partida do Campeonato Espanhol, Atlético e Barcelona disputavam o título. Diego Costa estava novamente machucado, forçou a barra e foi titular. Mas com poucos minutos de bola rolando sentiu dores ao tentar dar um pique e deixou o campo outra vez.

Já na final da Liga dos Campeões, em foi de novo a grande dúvida dos 11 titulares de Diego Simeone. O técnico argentino o incluiu na equipe após, teoricamente, ir bem nos últimos testes médicos e, inclusive, passar por um tratamento alternativo em Belgrado, na semana do jogo.

No entanto, o atacante do Atlético ficou poucos minutos no gramado do Estádio da Luz, comprovando que sua escalação foi precipitada. Adrián López, que tinha feito um aquecimento intenso antes da partida, o substituiu.

Decepção pela derrota após a virada do Real Madrid e microrruptura muscular detectada. A Copa do Mundo periga para Diego Costa, após semanas de incertezas e polêmicas sobre seu estado físico e sua participação nos jogos decisivos do Atlético.

EFE   
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