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A Confederação Asiática não possui nenhum vencedor de Copa do Mundo. A melhor colocação de uma equipe da região foi o quarto lugar da Coréia do Sul, em 2002, mesmo ano em que o país foi sede da Copa. Ainda assim, a chegada dos coreanos às semifinais foi bastante contestada, graças a erros de arbitragem a favor dos asiáticos nas fases anteriores em jogos contra Espanha e, principalmente, Itália.
Ao todo, os asiáticos participaram de 10 Copas do Mundo. Venceram 10 partidas, empataram 13 e perderam 49. Os nove representantes do continente que já estiveram no Mundial marcaram 53 gols e sofreram 158. O maior vencedor da Ásia e que também marcou a maior quantidade de gols foi a Coréia do Sul: quatro vitórias e 20 gols marcados em sete Copas do Mundo disputadas.
O primeiro asiático a participar de uma Copa do Mundo foi justamente a Coréia do Sul, em 1954, na quinta edição do torneio. Neste ano também ocorreu a fundação da Confederação Asiática. A primeira vitória de um país do continente na Copa foi em 1966, na Inglaterra, quando a Coréia do Norte derrotou a Itália, por 1 a 0, em partida da primeira fase.
O momento alto da Ásia para o mundo do futebol foi a realização da Copa do Mundo de 2002, dividida entre Coréia do Sul e Japão. A competição significou mais popularidade para o esporte na região, além da construção de estádios sofisticados nos dois países. Atualmente, Japão e Coréia do Sul, o lado da Arábia Saudita, são as seleções mais fortes do continente.
Os asiáticos vêm ganhando experiência devido a alguns aspectos. O primeiro é a garantia de, pelo menos, quatro vagas para a Copa do Mundo. O convívio com jogadores de países mais fortes também ajuda, seja ele pela contratação de atletas em ligas como a do Japão, Coréia do Sul, Arábia Saudita ou Catar, ou pela atuação de asiáticos na Europa.
No Japão, o futebol tem forte influência brasileira, principalmente graças a Zico, que ajudou na popularização do esporte na década de 1990 e à constante contratação de jogadores por times da liga japonesa. Nos últimos anos o futebol coreano também investiu na contratação de brasileiros para seus campeonatos. Catar e Arábia Saudita não possuem ligas nacionais tão fortes quanto Japão e Coréia do Sul, mas são opções por pagarem altos salários a jogadores ocidentais.
A partir do final da década de 1970, os asiáticos investiram na contratação de treinadores brasileiros para seus clubes e seleções. Já passaram pelo continente campeões mundiais como Zagallo, Carlos Alberto Parreira e Luiz Felipe Scolari.
Nas últimas duas décadas os asiáticos passaram a fazer o caminho inverso. Jogadores japoneses e coreanos conseguiram algum espaço em times de países com tradição no futebol. Itália, Holanda e Inglaterra são os melhores exemplos.
No cenário mundial, os clubes da região ainda não conseguem fazer frente a europeus e sul-americanos. O fato fica evidenciado nos Mundiais organizados pela Fifa, com os campeões de cada confederação.
A partir das Eliminatórias para a Copa de 2010, os países do continente ganharão a companhia da Austrália para disputa de umas das quatro vagas da região. Os australianos deixaram a federação da Oceania e agora são filiados à Ásia.