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Representantes da Concacaf participam da Copa do Mundo desde 1930, na primeira edição do torneio. Na ocasião, o México foi eliminado com três derrotas, mas os Estados Unidos fizeram a melhor participação de um país da região em Copas do Mundo. Os americanos acabaram na terceira colocação, depois de perder para a Argentina nas semifinais.
Desde então, os países da Concacaf continuam só conseguindo alguma representatividade no torneio com México e Estados Unidos. Os mexicanos chegaram às quartas-de-final em 1970 e 1986, ambos os anos em que organizaram a Copa do Mundo.
Os Estados Unidos também conseguiram sediar uma Copa do Mundo, em 1994. O país chegou às oitavas-de-final, mas foi eliminado pelo então futuro campeão daquela edição, o Brasil. Mesmo com a boa campanha e a promoção do esporte com a realização do torneio, o esporte continua sem grande prestígio no país, perdendo em preferência para beisebol, futebol americano e basquete. A liga norte-americana só conta com alguma visibilidade internacional quando contrata jogadores veteranos, como os casos mais recentes do inglês David Beckham e do mexicano Cuauhtémoc Blanco.
Já o futebol mexicano em termos de clubes está cada vez mais forte. Na Copa Libertadores, seus times já desbancaram os uruguaios e rivalizam com brasileiros e argentinos. A condição econômica do México também contribui com que os melhores jogadores do país possam receber salários equivalentes aos da Europa e permaneceram em clubes locais. Além disso, os mexicanos também conseguem contar com bons jogadores sul-americanos, inclusive brasileiros e argentinos, em seus clubes, atraídos pelos bons salários.
A superioridade dos dois países da América do Norte pode ser entendida com a análise da tabela de classificação das últimas Eliminatórias da região. Na fase final, ambos terminaram com 22 pontos e duas derrotas. A Costa Rica, terceira colocada, ficou com 16 pontos e quatro derrotas (três delas para México e Estados Unidos).
Algumas nações disputam o posto de terceira força da região. A Costa Rica, presente nas últimas duas Copas do Mundo, tem se destacado. Mas as atuações do país no Mundial não são animadoras. Foram três derrotas em três jogos em 2006 e um empate, uma vitória e uma derrota em 2002. Em ambas as ocasiões, a equipe era dirigida pelo técnico brasileiro Alexandre Guimarães.
A maioria dos países que compõe a Concacaf não possuem uma liga nacional profissional. Como conseqüência, quando disputam partidas contra seleções mais fortes são comuns os placares dilatados a favor do adversário, como foi nas Eliminatórias para a Alemanha 2006, com registros de 13 a 0, 9 a 0, 8 a 0, entre outros.