Eliminatórias Mundial 2010

Confederações

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UEFA
Dados Fundação: 1954 Núm. de filiados: 53

União Européia de Futebol (UEFA)

Mais seleções do que vagas

Berço do futebol, a Europa disputa com a América do Sul o posto de maior potência mundial. Porém, enquanto a força sul-americana se limita ao Brasil, Argentina e Uruguai, os europeus contam com um maior número de seleções tradicionais. Alemanha, Itália, Inglaterra, França, Holanda e Espanha são alguns exemplos.

Porém, ao longo da história, outros países se destacaram em períodos curtos. O maior exemplo é a Hungria, que encantou o mundo na década de 50 com um time que tinha como principal estrela Puskas. Porém, desde então, a seleção húngara nunca conseguiu formar um time que chegasse perto daquele.

Não é a toa que o continente é o com maior número de representantes na Copa do Mundo. No Mundial de 2010, na África do Sul, serão 13 vagas definidas naquela que é a Eliminatória mais disputada entre todas. É comum ver seleções de tradicionais não chegarem à principal competição do mundo por excesso de concorrência.

O próprio sistema de disputa é propício a provocar injustiças. Definidos os cabeças-de-chave de cada um dos grupos, as seleções restantes são sorteadas e ocorre desequilíbrio entre as chaves com freqüência. Nas mais fortes, os países tradicionais não podem relaxar nenhum segundo e a repescagem, que reúne os melhores segundos colocados de cada grupo, ás vezes é vista como salvação.

As forças secundárias do continente variam de acordo com o momento. É comum ver Portugal, República Tcheca, Suécia, entre outras, alternarem campanhas irrepreensíveis com outras fracas nas Eliminatórias, deixando um alto grau de rotatividade entre os participantes da Copa do Mundo.

Uma boa oportunidade para verificar o atual nível das seleções européias é a disputa da Eurocopa, que em 2008 será realizada em duas sedes: Áustria e Suíça. A segunda maior competição entre seleções do futebol mundial tem para os países um valor parecido com a de uma Copa do Mundo.

Na última edição, a Grécia surpreendeu e ficou com o título após vencer na final Portugal, outra seleção que não estava entre as favoritas. Porém, os gregos não se classificaram para a Copa do Mundo seguinte. Isso prova o equilíbrio do futebol no continente, onde as seleções competitivas são maiores do que as vagas disponíveis.

As seleções tradicionais, no entanto, têm enfrentado um problema grave de renovação. Com os campeonatos nacionais repletos de estrangeiros, sobra pouco espaço para o aparecimento de novos talentos e muitas vezes os países tem que apelar para jogadores de clubes inexpressivos do continente.