Eliminatórias Mundial 2010

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Terça, 17 de junho de 2008, 12h53 Atualizada às 13h02

Muricy alerta Dunga: "muita gente está de olho nesta vaga"

Muricy Ramalho se solidarizou com Dunga nesta terça-feira. De acordo com o são-paulino, o cargo de técnico da Seleção Brasileira desperta inveja em seus colegas de profissão. "Muita gente está de olho nesta vaga. Mas não sou desse tipo, que força a barra. Chego por méritos", comentou.

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Embora Muricy não tenha nomeado a "muita gente" à que se referiu, o recado seria para Vanderlei Luxemburgo. O treinador do Palmeiras, que divulgou recentemente interesse da seleção mexicana e do Lyon em sua contratação, sonha com o cargo de Dunga após a Copa do Mundo de 2014.

"Não sei se isso é um lobby", disse Muricy, que já criticou Luxemburgo recentemente. Semanas antes de trocar conselhos com Vágner Benazzi, técnico da Portuguesa, o são-paulino reprovou conversa entre o palmeirense e Renato Gaúcho, do Fluminense, que eliminou sua equipe da Copa Libertadores.

"O Luxemburgo tem esse sonho de voltar à Seleção. Talvez seja pelo modo como saiu da outra vez. Agora, ele diz que se preparou para voltar, assim como fiz no São Paulo", comparou. Luxemburgo deixou o comando da Seleção Brasileira após fracassar nos Jogos Olímpicos de 2000, em Sydney.

Muricy Ramalho se considera menos ambicioso que o técnico do Palmeiras. "Não sou assim. Sonho é uma coisa, loucura é outra. Não tenho essa loucura de dirigir a Seleção e nem perco o sono com isso. Estou muito contente no São Paulo", avisou.

Apesar do discurso, Muricy parou para refletir antes de responder sobre uma eventual proposta para substituir Dunga. "Fui pego de surpresa com essa pergunta. Já tive convites de seleções de fora e não aceitei. Não sei qual seria minha reação se fosse o Brasil, uma coisa única na carreira de um treinador. Defender o seu país é diferente", reconheceu.

Por enquanto, porém, Muricy Ramalho declarou que a realidade é o São Paulo. "Todos os técnicos precisam falar pouco em relação ao Dunga, porque ele está passando por um momento difícil pela primeira vez. Precisamos dar apoio, e não apoio falso. Os números dele são ótimos. Deixem o cara trabalhar", comentou.

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