Atualizada às 02h54
Bernardo Ramos
Direto do Rio de Janeiro
Os torcedores do Brasil que foram nesta quarta-feira ao Engenhão, no Rio de Janeiro, esperavam a mesma atuação da vitória por 3 a 0 sobre o Chile, no último domingo, mas saíram do estádio descontentes com o desempenho do time. Contra uma Bolívia sólida na defesa e presente nos contra-ataques, os comandados do técnico Dunga empataram por 0 a 0 e tiveram de amargar as vaias das arquibancadas, até mesmo Ronaldinho, substituído no segundo tempo por Nilmar.
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O brasileiro que mais sofreu com a ira dos torcedores, porém, foi Dunga. Como ocorreu no empate por 0 a 0 entre Brasil e Argentina, em junho, no Mineirão, torcedores pediram sua saída da Seleção e o chamaram de "burro".
O time verde e amarelo, aliás, jogou com um a mais em campo durante boa parte do segundo tempo. Com a expulsão de Ignacio Garcia, aos 7min, o Brasil encontrou espaços no campo de ataque, mas não conseguiu inaugurar o placar.
Com o empate, o Brasil foi a 13 pontos e se manteve entre os que, hoje, se classificariam ao Mundial da África do Sul, a quatro de distância para o líder Paraguai. Já a Bolívia, ainda lanterna, possui cinco pontos em oito partidas disputadas.
O primeiro tempo foi ruim para o Brasil. Diante de uma sólida defesa boliviana, adotando uma marcação atrás da linha da bola, o ataque verde e amarelo errou diversos passes e não acertou o gol defendido por Carlos Arias.
A Bolívia, por sua vez, ficou mais próxima de abrir o placar da partida do que o Brasil. Aos 20min, por exemplo, Ronald Garcia chutou da entrada da área, Júlio César espalmou e Hoyos pegou a sobra, mas errou o chute.
Diante da fraca exibição brasileira, os torcedores que foram ao Engenhão passaram a vaiar o selecionado verde e amarelo. Pouco mais de 30 mil fãs compareceram ao estádio para acompanhar o jogo das Eliminatórias.
O segundo tempo veio e o panorama da partida seguiu o mesmo, só que com a Bolívia arriscando menos que outrora. O jogo melhorou para o Brasil aos 7min, com a expulsão de Ignacio Garcia.
Com Júlio Baptista no lugar de Lucas, o Brasil se lançou ao ataque sobre a Bolívia, que pouco avançou ao setor ofensivo. Os chutes brasileiros, porém, não foram à rede adversária e o jogo terminou como começou: 0 a 0.
O Brasil voltará a campo pelas Eliminatórias em outubro deste ano, diante da Venezuela, fora de casa. No mesmo período, a equipe medirá forças com a Colômbia, como mandante.
| Ficha Técnica | ||||
| Brasil | 0 | x | 0 | Bolívia |
| Equipes | |
| Júlio César Maicon Lúcio Luisão Juan Josué Lucas (Júlio Baptista) Diego (Elano) Ronaldinho (Nilmar) Robinho Luís Fabiano |
Carlos Arias Miguel Hoyos Ronald Raldes Ignacio Garcia Ronald Rivero Walter Flores Jaime Robles Joselito Vaca (Diego Cabrera) Ronald Garcia Marcelo Moreno (Pablo Escobar) Jaime Moreno (Luis Gutierrez) |
| Técnico: Dunga |
Técnico: Erwin Sanchez |
| Cartões amarelos | |
| Luisão Juan Josué Diego |
Miguel Hoyos Jaime Moreno |
| Cartões vermelhos | |
| Ignacio Garcia | |
Local:
Estádio Engenhão, no Rio de Janeiro (RJ) |
Árbitro:
Alfredo Intriago (EQU) |
Público:
31.422 torcedores |
Redação Terra
Ronaldinho criou pouco no setor ofensivo e ainda sofreu com as vaias da torcida no Engenhão
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