O meia alemão Michael Ballack divulgou uma carta pedindo desculpas ao técnico da seleção da Alemanha, Joachim Lowe, pelas críticas feitas ao treinador e admitiu que cometeu um erro.
No texto, publicado neste domingo por alguns meios de comunicação alemães, o meia do Chelsea afirma que não foi sua intenção criticar o trabalho de Lowe como treinador, mas "apoiar" seus companheiros de seleção na "situação difícil" em que se encontram atualmente.
"Gosto muito de Joachim Lowe como pessoa e como treinador", afirma Ballack. Nos últimos dias, a imprensa alemã utilizou freqüentemente palavras como "revolta" e até "anarquia", devido às duras críticas de Ballack à estratégia de Lowe e seu tratamento em relação a certos jogadores, como Torsten Frings.
Lowe - que recentemente expulsou o brasileiro naturalizado alemão Kevin Kuranyi da seleção por ele ter abandonado o estádio durante a partida contra a Rússia - exigiu desculpas de Ballack, e deixou claro que o lugar do meia na equipe estava a perigo, caso não o fizesse.
A rebeldia de Ballack provocou ainda críticas ferozes tanto do maior ídolo da história do futebol alemão, o ex-jogador Franz Beckenbauer, quanto do presidente da federação alemã de futebol, Theo Zwanziger. Alguns meios de comunicação cogitavam a possibilidade de Ballack também ser expulso, como Kuranyi.
Por enquanto, através do site da federação, o técnico admite neste domingo ter "registrado" as desculpas do capitão, mas acrescenta que só tomará "uma decisão definitiva" sobre o futuro de Ballack na equipe depois que ambos se falarem pessoalmente.
Apesar de Ballack e Lowe terem concordado em se reunir pessoalmente na Alemanha, o jogador se recupera de uma cirurgia nos dois pés, e seu treinador na Inglaterra - o brasileiro Luiz Felipe Scolari - o proibiu de viajar para fora do país até que se encontre em boas condições físicas.
Em seu comunicado, Ballack afirma que não esperava que suas declarações causassem tanto mal-estar e afirma que se reunirá com Lowe assim que se recuperar para reiterar as desculpas já pedidas por telefone.
EFE
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