O técnico da seleção de futebol da Argentina, Diego Maradona, que causou escândalo ao usar palavrões contra a imprensa para festejar a vaga de seu país na Copa de 2010, depois da vitória sobre o Uruguai, pediu perdão a mulheres do mundo inteiro nesta sexta-feira, mas descartou fazer o mesmo em relação a alguns jornalistas, que segundo ele, carregam um sentimento de "antiargentinismo".
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"Peço perdão às damas, à minha mãe, às mulheres argentinas, às mulheres uruguaias, às mulheres do mundo inteiro. Mas só a elas. Não aos demais," disse o treinador, em entrevista concedida ao canal de televisão TyC Sports.
"Não vou voltar atrás. Cada um sabe o que diz. Me parece que muitos jornalistas desejavam que a seleção não se classificasse para a Copa. Os que falaram sabem muito bem que seu comportamento era antiargentino e isso, não perdoo", havia ele afirmado antes, na noite de quinta-feira na Rádio Continental.
Técnico nacional desde novembro de 2008, Diego Maradona havia sido particularmente grosseiro, na quarta-feira em Montevidéu, após a vitória da Argentina diante do Uruguai. Nesta sexta-feira, a Federação Internacional de futebol (Fifa) decidiu abrir um processo disciplinar contra o treinador argentino, o que lhe poderá valer uma suspensão de, pelo menos, cinco partidas, uma proibição de acesso ao estádio além de multa de 20.000 francos suíços (13.000 euros).
AFP
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