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Em novo time, Érika, Maurine e Gabi confiam em projeto para o ouro

14 mar 2012
08h41
atualizado às 18h34
Thiago Peres
Direto de São Paulo

A Seleção Brasileira de futebol feminino é medalhista de prata nas duas últimas edições de Jogos Olímpicos. A equipe também acumula outros resultados relevantes, como o vice-campeonato na Copa do Mundo de 2007. Para muitas jogadoras, um título em uma dessas competições pode mudar o panorama da modalidade no País. Érika, Maurine e Gabi, ex-atletas do Santos que agora defendem o Centro Olímpico de Treinamento e Pesquisa (COTP), acreditam que existem condições favoráveis para que a equipe do Brasil tenha sucesso na Olimpíada de Londres.

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De acordo com Érika, atleta da Seleção que disputou a competição no ano de 2008, em Pequim, Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e Comitê Olímpico Brasileiro (COB) oferecem às jogadoras recursos que podem parecer insignificantes para leigos, mas são de grande relevância. "São exames que a modalidade nunca teve. Como (por exemplo) saber o que o atleta pode render individualmente e, coletivamente, como pode chegar a uma Olimpíada", disse na última terça-feira a jogadora, no evento de apresentação dos reforços do COTP para 2012.

A meia Gabi, outra contratação do Centro Olímpico, destacou que tradicionais forças do futebol feminino contam com esse tipo de suporte há tempos. "Isso é o que os Estados Unidos e a Alemanha sempre tiveram. Eram as duas potências (da modalidade) que sempre chegavam. A estrutura que está sendo oferecida para a gente pode fazer a diferença num jogo, numa prorrogação", disse a jogadora, que disputa uma vaga para sua primeira Olimpíada. Em 2011, lesionada, a atleta ficou fora da Copa do Mundo.

Outra jogadora da Seleção, a lateral Maurine, que além do Santos atuou na liga dos Estados Unidos, ao lado da cinco vezes eleita melhor do mundo Marta, ressaltou a importância da atual rotina de treinos da equipe brasileira. "Está tendo covocação todos os meses, estamos trabalhando bastante. Isso é importante para a modalidade", disse a jogadora.

Érika concorda com a colega de equipe. Segundo ela, quando as convocações não eram tão frequentes, as atletas que atuavam no Brasil enfrentavam algumas dificuldades. "Claro, (continuavam) treinando em seus clubes, porém não com a mesma intensidade de estar numa Seleção, com o grupo unido", afirmou.

Porém, a jogadora, que na equipe brasileira tem atuado "às vezes como volante, às vezes como zagueira", observou que o fato de o grupo não poder treinar com a mesma regularidade com as atletas que atuam no exterior representa um contratempo.

"Então agora o grupo está um pouco fechado, com meninas que estão rendendo bastante, e sabem que chega na hora vão ser cortadas porque existem sete meninas lá fora que são de suma importância para o elenco", afirmou Érika. "A gente queria este ano estar treinando todas juntas como as outras seleções, e não vai. Isso dificulta um pouquinho", acrescentou a atleta, que no COTB, conforme orientação do técnico Artur Elias, deve jogar do meio-campo para frente.

O COTP é o equipamento de esportes de alto rendimento da Secretaria Municipal de Esportes, Lazer e Recreação da Cidade de São Paulo. Em 2011, seu time de futebol feminino foi vice-campeão paulista. Com o apoio de parceiros, o Centro Olímpico contratou para a atual temporada 13 jogadoras - dez delas do extinto time da modalidade do Santos Futebol Clube. Além de fortalecer o futebol feminino na capital paulista, o investimento teve como objetivo contribuir com um bom desempenho da Seleção Brasileira nos Jogos Olímpicos de Londres.

Lembranças olímpicas

Maurine disputou a Olimpíada de 2008. A lateral lembra que, "muito nova", participou de apenas dois jogos. Faltando pouco para a edição deste ano, a atleta mostra grande expectativa para a competição. "Aquela ansiedade (de Pequim) não é igual a começar jogando", disse a jogadora, para quem sua participação no time aumentou. "Estou jogando como titular, a responsabilidade aumenta", acrescentou.

A jogadora se lembra dos ídolos que viu na Vila Olímpica de Pequim, em especial Cesar Cielo. "(Ele) tem um exemplo de vida. Isso é importante para a gente, e nos incentiva a conquistar medalhas para o Brasil", disse Maurine.

Érika classifica sua experiência olímpica como uma emoção diferente de qualquer outra que tinha experimentado na vida. "Chega na hora do vestiário e você está nervosa, porque se não estiver ansiosa: para de jogar futebol. Tem que ter esse sentimento", afirmou a jogadora do COTP.

Única das três sem experiência olímpica, Gabi estabeleceu como meta participar dos Jogos. "Só estando lá dentro para ter a dimensão do que isso pode proporcionar na minha vida. Até depois, quando eu parar de jogar, para contar para meus filhos e familiares que fui para os Jogos Olímpicos", afirmou a jogadora.

Londres 2012 no Terra

O Terra, maior empresa de internet da América Latina, transmitirá ao vivo e em alta definição (HD) todas as modalidades dos Jogos Olímpicos de Londres, que serão realizados entre os dias 27 de julho e 12 de agosto de 2012. Com reportagens especiais e acompanhamento do dia a dia dos atletas, a cobertura contará com textos, vídeos, fotos, debates, participação do internauta e repercussão nas redes sociais.

Fonte: Terra

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