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Embalado, Brasil encara um Uruguai disposto a estragar a festa

25 jun 2013
16h58
atualizado às 17h03

A seleção brasileira, que terminou a primeira fase da Copa das Confederações com 100% de aproveitamento, decidirá nesta quarta-feira no Mineirão uma vaga na final com o Uruguai, que está acostumado a estragar a festa de anfitriões em competições oficiais.

Na Copa do Mundo de 2010, na África do Sul, a 'Celeste', já comanda por Oscar Tabárez, eliminou a equipe da casa na primeira rodada antes de derrotar nas quartas de final a seleção de Gana, última representante do continente. Acabou perdendo para a Holanda nas semifinais e terminando no quarto lugar da competição.

No ano seguinte, na Copa América disputada na Argentina, derrotou os argentinos nos pênaltis nas quartas de final antes de conquistar o título que lhe garantiu a vaga nesta Copa das Confederações.

Na memória do torcedor brasileiro, o que ficou marcado foi o famoso 'Maracanazo', a derrota por 2 a 1 para os uruguaios na final da Copa de 1950.

É difícil encontrar um brasileiro que não tenha pelo menos ouvido alguma história ligada à traumática derrota ocorrida 63 anos atrás, em um episódio lembrado até hoje como a maior mancha da história do futebol do país.

Por isso, um triunfo sobre os uruguaios tem sempre um gosto especial de vingança, por mais que a Copa das Confederações seja uma competição menos importante. O que interessa mais a Luiz Felipe Scolari e a seus comandados é confirmar a evolução recente da seleção brasileira com boas atuações, dando indícios de que a equipe pode estar no caminho certo rumo à Copa do Mundo de 2014 após meses desacreditada, depois do fracasso na Copa do Mundo de 2010.

"Estamos muito melhor do que em fevereiro. Tivemos vinte dias de trabalho contínuo, três partidas oficiais, e agora conseguimos formar uma base, o esboço de uma equipe já armada", analisou Felipão.

Um 'Mineirazo' não colocaria todo o trabalho dos últimos meses a perder, mas representaria um grande baque para jogadores em busca de confiança.

No último amistoso disputado antes da Copa das Confederações, o Brasil espantou outro fantasma ao derrotar por 3 a 0 em Porto Alegre outro 'carrasco' histórico, a França, acabando de quebra com um jejum de mais de três anos e meio sem vencer um adversário de peso.

Em seguida, mostrou um bom futebol nas vitórias sobre Japão (3-0), México (2-1) e Itália (4-2) para garantir a primeiro lugar do grupo A, com atuações de gala de Neymar, que calou os críticos que duvidavam da sua capacidade de repetir com a camisa 10 amarela o desempenho que teve com o Santos.

Para a partida, Felipão deve voltar a escalar a equipe titular dos dois primeiros jogos, com a volta de Paulinho, que deve retomar sua posição no lugar de Hernanes.

Já os uruguaios tiveram um caminho mais conturbado. Depois da derrota por 2 a 1 para a atual campeã mundial Espanha na estreia, tiveram que se empenhar para derrotar a Nigéria pelo mesmo placar, antes da goleada sobre o Taiti por 8 a 0 com o time reserva.

Sem ter atuações brilhantes, a 'Celeste' mostrou que pode contar com seu trio ofensivo formando por Diego Forlán, Edinson Cavani e Luis Suárez.

No gol da vitória sobre os nigerianos, os três tiveram participação decisiva. Suárez puxou o contra-ataque, tocou para Cavani, que rolou para Forlán balançar as redes com um lindo disparo no ângulo.

"São três atacantes perigosos que podem decidir uma partida num piscar de olhos", avisou o goleiro Júlio César.

Mesmo guardando em mente a façanha dos seus antecessores na Copa de 1950, os uruguaios têm o Brasil "engasgado" nos últimos anos.

"Acho que Brasil e Uruguai é um clássico sul-americano, até pior do que Brasil e Argentina. Eles ganharam a última Copa América e estão confiantes para este confronto, mas estão com o Brasil engasgado pelos últimos confrontos. Sabem que vão ter uma Seleção que se encontrou e que vai ser um jogo muito difícil, e esperamos que dê Brasil novamente", acrescentou Júlio César.

De fato, a seleção brasileira não perde para a 'Celeste' desde 2002, na partida que marcou justamente a estreia de Felipão, na sua primeira passagem no comando da equipe.

"É uma seleção que já tem estilo de jogo definido e ganhou estabilidade por ter um grupo que atua junto desde a Copa de 2010. Conheço Tabárez há muitos anos, conheço seu jeito de trabalhar", elogiou Felipão.

No total, foram 70 confrontos entre as duas equipes, com 32 vitórias brasileiras, 19 empates e 19 derrotas.

Brasil: Julio César - Dani Alves, Thiago Silva, David Luiz, Marcelo - Luiz Gustavo, Paulinho - Hulk, Oscar, Neymar - Fred. T: Luiz Felipe Scolari.

Uruguai: Fernando Muslera - Maxi Pereira, Diego Lugano, Diego Godín, Martín Cáceres - Alvaro González, Egidio Arévalo Ríos, Cristian Rodríguez - Diego Forlán - Edinson Cavani e Luis Suárez. T: Oscar Tabárez.

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