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Se Ganso não quer atacar, que o façam recuar

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Paulo Henrique Ganso é um jogador difícil. Meia-armador “das antigas”, de técnica apurada, visão de jogo fora do comum e pouca mobilidade, o camisa 8 do São Paulo é um enigma para técnicos que querem tirar dele o mesmo futebol que o fez brilhar no Santos entre 2010 e 2011. Escalado sempre como meia ofensivo, próximo do ataque – assim ele deve jogar nesta quinta-feira, contra o The Strongest – Ganso há tempos não vem rendendo tudo que dele se espera. Mas se ele é mesmo um meia “das antigas”, por que não escalá-lo como tal?

Os atributos mostrados por Ganso, típicos de armadores dos anos 70 e 80, cairiam melhor na posição que esses mesmos armadores costumavam ocupar na época: mais recuados, na função parecida à que hoje chamamos de segundo volante. Na derrota para o Corinthians no domingo, quem ocupou o setor foi Maicon – também um meia sem grande poder de marcação, escalado ali para melhorar a saída de bola e dar uma opção extra quando o time avança. Tarefas que podiam perfeitamente ser delegadas a Ganso.

No São Paulo, o jogador atua como meia central no 4-2-3-1 que virou a marca registrada de Ney Franco no clube. Roda bem a bola, consegue alguns belos passes, mas participa menos do que deveria, e dificilmente se projeta na área do adversário. Enquanto isso, o meia que vem se destacando na temporada pelos passes incisivos e pela movimentação inteligente, Jadson, é deslocado para o lado direito – contra o Corinthians, foi comum vê-lo acompanhando as subidas do lateral Fábio Santos. Vale a pena sacrificar o camisa 10 para Ganso jogar livre? Ou é hora de repensar o posicionamento do ex-santista?

Obviamente, um deslocamento para segundo volante passaria pela aceitação do jogador em contribuir na defesa de forma mais ativa. Mas vale lembrar que, no primeiro semestre de 2012, Ganso teve uma ótima sequência de jogos no Santos atuando como mais gosta: buscando a bola dos zagueiros, iniciando as jogadas de trás, distribuindo e até ajudando nos desarmes. É verdade que atrás dele ainda havia dois volantes, o que volta a levantar a dúvida sobre o impacto que essa mudança teria na defesa do São Paulo – mas o próprio jogador já se mostrou disposto a auxiliar mais na marcação.

O que fica claro a cada partida é que, atualmente, o jogo de Ganso não é entrar na área para fazer gols, ou ser um “motorzinho” que toca e sai para receber a todo momento, como faz Jadson. É ditar o ritmo, o que pode ser feito de uma função mais recuada. Se hoje é Maicon quem joga na posição, uma tentativa com Ganso seria perfeitamente cabível. E quem poderia se beneficiar, se a experiência desse certo, é a Seleção Brasileira, tão carente de um volante com características de armar o jogo. Mas isso é assunto para outro dia…

Leandro Miranda Leandro Miranda

Leandro Miranda

É jornalista, já trabalhou no site da Federação Paulista e está desde 2010 no Terra. Apaixonado por futebol, assiste a todo tipo de jogo e gosta de prestar atenção nos detalhes.



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