
A mesma torcida que abraçou Ronaldo execrou o atacante na última terça-feira, dentro da sede Gávea, com a conivência de dirigentes, após o anúncio de sua contratação pelo Corinthians. "Ele usou o Flamengo", dizia o torcedor José Carlos Peruano.
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Aos gritos de "traidor", responsáveis da campanha pela contratação do atacante e outros torcedores queimaram camisas em referência ao jogador e rasgaram fotos, jogadas em uma fogueira improvisada.
Os adesivos que cobriam um carro foram retirados e o automóvel será vendido. Os protestos não vão parar por aí. Serão feitos vodus e também bandeira ironizando a masculinidade do jogador.
"Nunca mais deveria pronunciar o nome do clube. Cada vez que ele avistar uma camisa rubro-negra ou o olhar de uma criança flamenguista vai lembrar dessa trairagem", afirmou Peruano, que neste ano foi a Paris entregar uma camisa para o craque, pouco depois de ele ter feito a cirurgia no joelho. O encontro acabou não acontecendo.
Muitas crianças que estavam na Gávea ontem pareciam não acreditar na notícia sobre o acerto com o time alvinegro. "Poxa, todos acreditávamos que ele ficaria aqui. Foi uma decepção. Ele não precisava ter ficado dizendo por aí que o Flamengo era o preferido, que se jogasse num clube seria aqui na Gávea. Que furada. Ele acabou para mim", afirmou o xará Ronaldo Martins, 12 anos.
Os torcedores rubro-negros prometem novas manifestações contrárias ao jogador nos próximos dias.
O Dia
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Reuters
Torcida queima camisa do Ronaldo em protesto na Gávea
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