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Quarta, 18 de fevereiro de 2009, 07h21 Atualizada às 07h37

Após fracasso no TJD, vice do Vasco será demitido

Mauro Leão

Enquanto os funcionários do Vasco enfrentam dificuldades por estarem sem receber salários há três meses, Roberto Dinamite corre atrás de R$ 110 mil para poder indenizar o vice-presidente jurídico Luís Américo, que está há dois meses sem receber o salário de R$ 55 mil e deve deixar o cargo após o clube perder recurso no Tribunal de Justiça Desportiva do Rio de Janeiro (TJD-RJ) e ficar de fora das semifinais da Taça Guanabara.

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O Vasco foi punido com a perda de seis pontos por ter escalado Jéferson na primeira rodada da Taça Guanabara, dia 24 de janeiro, na derrota para o Americano (2 a 0). O TJD-RJ entendeu que o meia não estava inscrito, já que o Brasiliense, ex-clube do atleta, tinha um mandado de segurança cancelando o contrato com os cariocas.

Na última terça-feira, Dinamite e o vice-presidente de futebol José Hamilton Mandarino vararam a madrugada tentando encontrar a fórmula para pagar ao ex-cartola, que será informado nesta quarta-feira da sua demissão.

Os conselheiros, diretoria e torcedores vascaínos consideraram bizarra a atuação de Luís Américo, que deu todas as garantias de que Jéferson poderia jogar contra o Americano respaldado por liminar.

Durante o julgamento da última terça, quando o Vasco perdia por 5 a 0, Luís Américo foi questionado sobre como ele estava vendo a derrota. Impassível, o cartola pediu silêncio, pois estava ouvindo o parecer do auditor Henrique Marques, único a votar favoravelmente ao Vasco. "Por favor, deixe eu escutar uma tese brilhante, que prova que não fui tão errado".

Cerca de 120 torcedores fizeram plantão diante da sede do TJD-RJ e foram observados de perto pela PM. O técnico Dorival Júnior, em Teresina, lamentou a derrota e disse que no returno o time terá que fazer seis pontos a mais, ironizando a decisão.

O Dia

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