
Atualizada às 07h37 Mauro Leão
Enquanto os funcionários do Vasco enfrentam dificuldades por estarem sem receber salários há três meses, Roberto Dinamite corre atrás de R$ 110 mil para poder indenizar o vice-presidente jurídico Luís Américo, que está há dois meses sem receber o salário de R$ 55 mil e deve deixar o cargo após o clube perder recurso no Tribunal de Justiça Desportiva do Rio de Janeiro (TJD-RJ) e ficar de fora das semifinais da Taça Guanabara.
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O Vasco foi punido com a perda de seis pontos por ter escalado Jéferson na primeira rodada da Taça Guanabara, dia 24 de janeiro, na derrota para o Americano (2 a 0). O TJD-RJ entendeu que o meia não estava inscrito, já que o Brasiliense, ex-clube do atleta, tinha um mandado de segurança cancelando o contrato com os cariocas.
Na última terça-feira, Dinamite e o vice-presidente de futebol José Hamilton Mandarino vararam a madrugada tentando encontrar a fórmula para pagar ao ex-cartola, que será informado nesta quarta-feira da sua demissão.
Os conselheiros, diretoria e torcedores vascaínos consideraram bizarra a atuação de Luís Américo, que deu todas as garantias de que Jéferson poderia jogar contra o Americano respaldado por liminar.
Durante o julgamento da última terça, quando o Vasco perdia por 5 a 0, Luís Américo foi questionado sobre como ele estava vendo a derrota. Impassível, o cartola pediu silêncio, pois estava ouvindo o parecer do auditor Henrique Marques, único a votar favoravelmente ao Vasco. "Por favor, deixe eu escutar uma tese brilhante, que prova que não fui tão errado".
Cerca de 120 torcedores fizeram plantão diante da sede do TJD-RJ e foram observados de perto pela PM. O técnico Dorival Júnior, em Teresina, lamentou a derrota e disse que no returno o time terá que fazer seis pontos a mais, ironizando a decisão.
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