
Atualizada às 21h17 O presidente da Federação Paulista de Futebol (FPF), Marco Polo Del Nero, foi condenado na noite desta quarta-feira a cumprir suspensão de 90 dias, em função da suspeita que o mandatário levantou sobre a arbitragem na última partida do São Paulo no Campeonato Brasileiro do ano passado.
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O Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) julgou na noite desta quarta o presidente da FPF e decidiu condená-lo com base no artigo 221 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva, que se refere a oferecer denúncia infundada. Além de suspender Del Nero, o STJD também impôs pena à FPF, que foi multada em R$ 10 mil.
A Terceira Comissão do STJD decidiu estipular as penas por unanimidade, com os cinco auditores votando pela suspensão e pela multa. Durante o julgamento, um dos advogados da FPF, João Zanforlim, ainda criou desconforto no Tribunal ao dizer que a comissão desta quarta-feira é considerada a mais rigorosa. Alguns auditores se disseram chateados em função da afirmação.
A confusão que levou o caso ao STJD aconteceu antes da última partida do São Paulo no Brasileiro do ano passado. Na ocasião, o jogo contra o Goiás valia o título nacional ao time tricolor. Na véspera da decisão, a CBF afastou o árbitro Wagner Tardelli da partida depois de Del Nero levantar a suspeita de uma suposta tentativa do São Paulo de entregar um envelope ao juiz.
No entanto, o STJD não encontrou irregularidades envolvendo o São Paulo e nem Tardelli e, por isso, decidiu denunciar Del Nero por uma eventual acusação infundada.
Na defesa do presidente da FPF, o advogado Mário Pucheau alegou que não caberia ao STJD julgar Del Nero, mas o Tribunal manteve a denúncia e deu continuidade ao caso. Assim, o mandatário da Federação Paulista deu sua versão do fato e alegou que passou a ter mais atenção à arbitragem depois do escândalo ocorrido em 2005.
Del Nero, porém, negou que tenha visto o suposto envelope. A suspeita do presidente foi motivada depois que a secretária do time tricolor teria mencionado a carta em telefonema com a secretária da FPF.
Assim, Del Nero explicou em sua defesa nesta quarta que comunicou a suspeita ao chefe da Comissão de Arbitragem da CBF, Sérgio Corrêa, e ao presidente da entidade, Ricardo Teixeira. No entanto, as argumentações dos advogados da FPF não foram suficientes para livrar Del Nero da pena do STJD.
Gazeta Press
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