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Quinta, 9 de abril de 2009, 16h56

Procurador do TJD descarta parar Campeonato Paulista

Antonio Carlos Mecchia, procurador do Tribunal de Justiça Desportiva (TJD) da Federação Paulista de Futebol, afirmou nesta quinta-feira que é inviável qualquer atitude no sentido de impedir a primeira partida semifinal do Campeonato Paulista, envolvendo Santos e Palmeiras, marcada para este sábado, às 18h10 (de Brasília), na Vila Belmiro.

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Mecchia já está ciente de todo o imbróglio envolvendo Santos, Portuguesa, Ponte Preta e uma possível tentativa de suborno do zagueiro Jean, do time campineiro, para facilitar a vitória praiana no confronto disputado no Moises Lucarelli, no último domingo. "Não vejo motivo para parar o campeonato se não há qualquer prova ainda", disse.

Segundo Mecchia, sua primeira atitude ao receber a denúncia da Portuguesa nas mãos será decidir se irá ou não oferecê-la ao TJD. "Primeiro é necessário verificar se as pessoas (testemunhas da Portuguesa) são idôneas, verificar a credibilidade delas. Afinal, trata-se de algo muito grave contra um clube mundialmente conhecido, que é o Santos".

O procurador aproveitou para informar que o zagueiro Jean, suspeito de ter aceitado suborno, e as pessoas ligadas ao Santos que tiverem sua participação comprovada na ação serão punidas de acordo com o Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD).

"Se houver comprovação de envolvimento de diretores do Santos, eles serão responsabilizados e podem pegar punições pesadas. O autor da oferta será eliminado do futebol e o jogador também sofrerá sanções", assegurou.

Mecchia não quis afirmar com 100% de certeza, pois ainda não analisou o teor da denúncia protocolada pelo clube do Canindé, mas comentou que o zagueiro Jean, caso tenha sua culpa comprovada, poderá ser punido com dois a quatro anos de suspensão ou até ser eliminado do esporte.

"Caso ele tenha atuado deliberadamente para prejudicar a equipe que defende, a pena, segundo o artigo 243, é de 180 a 360 dias de suspensão. Quando ocorre em função de eventual pagamento recebido, aumenta para dois a quatro anos ou, em alguns casos, eliminação", declarou.

O prazo para que o caso tenha uma definição não foi precisado pelo procurador. "Como amanhã (sexta) é feriado, só devo receber os papéis da Federação na segunda-feira. Com eles em mãos, vou definir se será aberto um inquérito e, a partir de terça, passar a ouvir todos os envolvidos", concluiu.

Gazeta Press

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