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Segunda, 13 de abril de 2009, 22h10 Atualizada às 17h55

Desabafo de Jean encerra polêmica sobre suposta manipulação

Rose Mary de Souza
Direto de Campinas

"Espero que as pessoas sejam punidas, quem está errado tem que pagar." O autor dessa frase foi Jean, zagueiro da Ponte Preta suspeito de ter forçado um pênalti na partida contra o Santos, do qual saiu o gol da classificação da equipe da cidade litorânea, em coletiva realizada nesta segunda-feira. Sem provas concretas, o caso não prosseguiu, mas o defensor garante que não deixará que as pessoas que sujaram seu nome saiam impunes.

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Uma semana atrás, essa mesma citação poderia ser do presidente da Portuguesa Manuel da Lupa. Na terça-feira, dia 7, o dirigente afirmou que havia sido procurado por uma pessoa que fez a denúncia da manipulação. A Ponte Preta mostrou apoio ao jogador, enquanto o Santos afirmou que a acusação era absurda.

Dois dias depois, Da Lupa levantou a existência de um boletim de ocorrência, em que o procurador Izildo Antonio Pereira Batista era apontado como intermediador da negociação com o empresário de Jean sobre o pagamento pelo pênalti - no caso, R$ 20 mil. "A partida tem, inclusive, que ser anulada se a denuncia for confirmada", disse o dirigente à TV Globo. No mesmo dia, Izildo defendeu-se das acusações em coletiva realizada pelo Santos, afirmando que tudo não passara de uma brincadeira.

De acusador, Manuel da Lupa tornou-se acusado, uma vez que Santos, Ponte Preta e Jean prometem processá-lo. O mesmo vale para os empresários Silvio Filgueiras e Fernando Oliveira Mendes, autores do Boletim de Ocorrência. A polêmica sobre a possível manipulação acabou, mas para o zagueiro, a briga na justiça continua. "Quero apenas provar minha dignidade para todo o Brasil. Algumas pessoas me julgaram sem saber o que aconteceu de verdade e eu quero que todos conheçam o verdadeiro Jean", concluiu o jogador.

Redação Terra



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