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Sábado, 25 de abril de 2009, 13h06 Atualizada às 13h13

Centenário do Coritiba começa por vias tortas

Dassler Marques

Só uma vitória que não ocorre há oito anos, contra o Atlético-PR no domingo, dentro da Arena da Baixada, pode fazer com que o título paranaense ainda permaneça palpável para o Coritiba. Com uma campanha moldada por vitórias pouco convincentes e alguma irregularidade, o Centenário do clube alviverde não começou da maneira ideal e já fez duas vítimas: o treinador Ivo Wortmann e o gerente de futebol Paulo Jamelli.

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Ivo, que deixou o Couto Pereira apontando as pressões do aniversário de cem anos como responsáveis por sua queda, não conseguiu moldar uma nova equipe a partir de perdas importantes em relação ao time de 2008, dirigido por Dorival Júnior, hoje no Vasco. Keirrison, Maurício Ramos, Ricardinho e Alê, todos titulares, foram embora. Rodrigo Mancha e Marlos também entraram em imbróglio com a direção e viraram cartas fora do baralho.

"Realmente, nosso objetivo era manter uma base maior de um ano para o outro e com a mesma comissão técnica. Assim teríamos mais chances de começar bem, mas essas saídas foram fatores que influenciaram nesse início de ano. Mas é um processo natural, em função da própria Lei Pelé, que faz com que o jogador não tenha o mesmo vínculo com o clube e a situação caminhe para que ele decida o próprio futuro", admite Homero Halila, diretor de futebol do Coritiba, em contato com o Terra.

Apesar das dificuldades em manter jogadores, a direção não teve sucesso em conduzir, mais uma vez, negociações com as promessas formadas em casa. Rodrigo Mancha e Marlos devem deixar o Alto da Glória a custo zero, possivelmente para Santos e São Paulo, seguindo os caminhos de Keirrison e Henrique, que pouco renderam financeiramente ao clube. Aliás, a quantia referente à venda do K9 ao Palmeiras, no início do ano, segue bloqueada pela Justiça e impede o Coritiba de investir mais na equipe.

A falta de encontrar um novo fazedor de gols, aliás, é um dos problemas do Coritiba, que apostou suas fichas em Marcelinho Paraíba e Marcos Aurélio, jogadores com outra característica. Ivo Wortmann tentou Hugo, Ariel e o jovem Roger, mas os três, juntos, só fizeram seis gols em 32 partidas. Em 2008, Keirrison provava seu valor e fechou abril com a expressiva marca de 20 tentos anotados em apenas um terço da temporada.

Encontrar uma solução para a carência de gols será uma das missões de René Simões, novo treinador do Coritiba, que tem pouco tempo para arrumar a casa para o início do Campeonato Brasileiro, cujo início se dá em 13 dias. "A gente imagina começar e terminar o ano com um treinador, mas era uma atitude a ser tomada para corrigir o rumo das coisas. Acho que não terá uma influência negativa, pois há um tempo para a adaptação do novo profissional até o Brasileiro", acredita Homero, que não exclui o peso da pressão no ano em que o clube completa três dígitos de vida.

"O futebol exige vitória e, embora a gente acredite em trabalhos longos e dê respaldo para isso, o time não obteve sucesso em campo. Foi um início difícil e não atingimos os objetivos depois de mais de 20 partidas, com pedidos fortes por resultados em função do Centenário", explica Homero. "A cobrança é muito grande e automaticamente a paciência diminui. A direção de 2001 teve mais firmeza e me manteve quando tive dificuldades", analisa Ivo Wortmann.

Com possibilidades reduzidas no Campeonato Paranaense, a Copa do Brasil surge como a principal chance de sucesso na temporada para o Coritiba. Classificado para as oitavas-de-final graças a dois empates com o Bahia, o clube tem CSA e depois Americano ou Ponte Preta em um caminho acessível para ficar entre os quatro melhores. "É o nosso foco a partir de agora", concorda Homero Halila, como quem não tem muitas outras opções.

Redação Terra

Divulgação
Início de temporada ruim já custou o cargo de Ivo Wortmann no Coritiba
Início de temporada ruim já custou o cargo de Ivo Wortmann no Coritiba

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