Com experiência na Libertadores, Mano pediu respeito aos rivais e destacou dificuldade com Cerro Porteño
Foto: Fernando Pilatos/Gazeta Press
- MAURÍCIO DUARTE
- Direto de Itu
Ninguém nega que a Libertadores é o principal objetivo do Corinthians em 2010, ano do centenário do clube. O título inédito e tão aguardado seria um presente histórico para a torcida. Ciente da situação, o técnico Mano Menezes não nega que sua experiência com o Grêmio vice-campeão em 2007 pode ajudar nessa nova caminhada. Porém, o treinador é cauteloso ao admitir usar "lições" aprendidas na ocasião e ao falar sobre favoritismo do time paulista.
"Na época, o Grêmio começou a temporada bem menos cotado que o Corinthians agora. Mas, na prática, isso não significa nada. Algumas coisas que funcionam na teoria não dão resultado na prática. Porém, sabemos que as dificuldades serão muito parecidas com as que enfrentamos em 2007", explicou.
Mano evitou apontar favoritos para a Libertadores. Segundo ele, a ausência de Boca Juniors e River Plate, tradicionais no torneio, não significa que o caminho será mais fácil. "Hoje o Estudiantes é o melhor time da Argentina", comentou.
O comandante alvinegro espera dificuldades no grupo do Corinthians na primeira fase da Libertadores. O clube está no Grupo 1 junto com Cerro Porteño, do Paraguai, Independiente de Medelín, da Colômbia, e o vencedor do confronto entre Atlético Junior, da Colômbia, e Racing, do Uruguai. Para ele, o Cerro deve ser a maior "pedra no sapato" do time do Parque São Jorge.
"Nossa chave tem uma equipe que é extremamente tradicional, o Cerro, que merece respeito, assim como os outros. São equipes que vão imprimir ritmo e capacidade para dificultar qualquer adversário", previu.
O Corinthians se reforçou com grandes nomes para a temporada de 2010. Tcheco, Danilo, Roberto Carlos, entre outros, chegaram. Contudo, Mano acha que é muito cedo para prever o desempenho da equipe. "Eu já trabalhei com grupos muito qualificados e trabalhamos para qualificar sempre mais. Mas isso é só a primeira parte. As expectativas ainda precisam ser confirmadas", declarou.
- Especial para Terra










