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 Protestos fortaleceram Palmeiras no clássico, afirma Robert
23 de fevereiro de 2010 09h23 atualizado às 10h24

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Robert, cuja esposa está grávida, foi celebrado pelo time após brilhar Foto: Djalma Vassão/Gazeta Press

Robert marcou os dois gols da vitória palmeirense sobre o São Paulo, no clássico do último domingo
Foto: Djalma Vassão/Gazeta Press

Momentos antes da partida com o São Paulo, no domingo, as faixas com as mensagens "Cadê os reforços?" e "Elenco pipoqueiro" ainda estavam expostas em frente à entrada do Estádio Palestra Itália, na Rua Turiassu. Os protestos de torcedores organizados agitaram os trabalhos do elenco na véspera do clássico. De forma direta, acabaram por ajudar a reação do clube, segundo revelou o atacante Robert.

"Ficamos todos chateados por esses protestos, mas, por incrível que pareça, isso fortaleceu mais ainda o grupo para o jogo, para que todos entrassem em campo com garra. (Ajudou) Ainda mais o Antonio Carlos, pelas críticas", disse Robert, citando o recém-contratado treinador, chamado de "racista" pelos torcedores. "Foi uma vitória importante para todos", continuou.

Antes da partida, a torcida cantou o nome de Muricy Ramalho e não entoou o nome dos atletas, como de costume. "A gente fica triste com essas coisas. A torcida tem todo o direito de criticar, ainda mais depois de uma derrota por 4 a 1 em casa (para o São Caetano). Mas não acho de acordo, na estreia de um treinador que fez história no clube, acontecer aquilo", opinou o camisa 20, novamente defendendo o ex-zagueiro.

Tanto quanto para Antonio Carlos, que teve o nome entoado pela "turma do amendoim" após a partida, o clássico, para Robert, teve saber de redenção. O jogador se mostrou decisivo e marcou, de cabeça, os gols da vitória por 2 a 0 sobre o São Paulo. Até então, era muito criticado por seu baixo desempenho nas partidas recentes da equipe paulistana, o que não chegou abalar seu pensamento.

"Jamais pensei em deixar o Palmeiras. Tenho contrato e quero cumpri-lo, mas desde que o Palmeiras me aceite. Nunca saí pela porta de trás em clube nenhum. Já joguei em grandes clubes e jamais ia deixar o Palmeiras por causa de críticas, até porque a torcida estava em seu direito. Estava tranquilo e também sou filho de Deus: sabia que uma hora a bola ia entrar", afirmou o atacante, sorrindo.

Gazeta Esportiva