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 Para Silas, rendimento do Grêmio ainda aumentará
09 de março de 2010 19h21 atualizado às 21h13

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Hugo divide bola na vitória do Grêmio Foto: Lucas Uebel/Gazeta Press

Vitória sobre o Porto Alegre não diminuiu as críticas sobre o Grêmio de Silas
Foto: Lucas Uebel/Gazeta Press

O Grêmio não queria, mas está derrubando uma máxima do futebol: "o que importa são os resultados". Em 13 jogos, o time de Silas perdeu somente uma vez em 2010. Porém, apesar das vitórias, a equipe não joga nada bem. Nem mesmo o título do primeiro turno do Campeonato Gaúcho amenizou as atuações abaixo das expectativas.

A direção do clube, após a vitória por 1 a 0 sobre o Porto Alegre, mostrou preocupação com a qualidade do futebol apresentado. O incômodo com a flacidez do meio de campo foi externado pelos dirigentes. Tanto o presidente, Duda Koreff, quanto o assessor de futebol, Luis Onofre Meira, criticaram o desempenho do setor.

O treinador não gostou muito do que ouviu, mas teve de aceitar. Em partes, Silas concordou com seus superiores. "Concordo com a direção que não foi um grande jogo. O time teve muitas mudanças. O trabalho tem somente 13 jogos, o desenrolar do rendimento não chegou ao seu ponto", comentou.

Semanas antes, em jogo-treino, os reservas gremistas haviam batido o mesmo Porto Alegre por 6 a 0. A indignação vinda das arquibancadas do Olímpico são mais antigas do que a reclamação dos dirigentes. Em muitas partidas, Silas foi vaiado e, até mesmo, chamado de burro.

A prova de que o que importa são os resultados não é aplicada no Grêmio, como ocorreu em 2008. Mesmo invicto, Vagner Mancini acabou sendo demitido por não ter feito a equipe ter bom rendimento em campo - principalmente na visão dos dirigentes da época - e um meio de campo de pouca marcação.

Gazeta Esportiva