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 Em meio a "furacão", jogadores do Fla dão apoio a Adriano
17 de março de 2010 07h37 atualizado às 07h47

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Com Adriano, Flamengo faz último treino antes de viajar ao Chile, onde enfrenta o Universidad de Chile nesta quarta-feira Foto: Márcia Feitosa/Vipcomm/Divulgação

Apesar de polêmicas, atacante segue em alta com elenco
Foto: Márcia Feitosa/Vipcomm/Divulgação

Thales Soares

As polêmicas que envolvem Adriano e Vagner Love nas páginas policiais parecem não afetar o grupo rubro-negro. Na terça-feira, os dois participaram do tradicional treinamento recreativo nas vésperas dos jogos (o Flamengo pega a Universidad de Chile pela Libertadores). Sempre parceiros de time, mostram grande entrosamento até fora de campo.

Em meio a tanta polêmica, Adriano, inclusive, mudou de hábitos. Ele chegou cedo para o treinamento das 9h na Gávea e viajou à tarde com a delegação para Porto Alegre. No dia anterior, já havia surpreendido ao aparecer no clube depois de marcar o gol da vitória no clássico contra o Vasco, no domingo.

Depois do recreativo, Adriano ainda ficou treinando cobranças de pênalti sozinho, sempre com um bom aproveitamento. Não é à toa que, desde que voltou ao clube, acertou todas as penalidades que cobrou nas partidas.

Com poucas mudanças no grupo em relação ao ano passado, os jogadores do Flamengo parecem ter se fechado numa bolha na qual quem ousa atingi-los é tratado como o vilão da história.

"Nada que vem de fora vai nos afetar no clube ou abalar a nossa união. Esse grupo sempre teve essa característica e estamos pensando apenas no jogo", afirmou o lateral esquerdo Juan, no clube desde 2006. No clássico contra o Vasco, depois de fazer o gol da vitória por 1 a 0 em cobrança de pênalti, o atacante Adriano levantou a camisa para mostrar a seguinte mensagem escrita à mão: "que Deus perdoe essas pessoas ruins".

Companheiro de quarto de Adriano na concentração rubro-negra, o volante Willians demonstrou o sentimento do grupo com relação ao momento que vive o atacante. Afinal, vários jogadores o acompanharam na Favela da Chatuba na briga protagonizada pela noiva do atacante, Joana Machado, episódio que deu origem aos outros relatos sobre a vida pessoal do jogador.

"Fechamos com Adriano. Somos irmãos e um respeita o outro aqui dentro. Do diretor ao treinador. Isso é muito difícil no futebol", disse Willians.

Depois de participar na festa da favela e ser afastado do time do Flamengo, Adriano viu seu nome envolvido em nova polêmica na terça-feira: segundo o jornal O Dia, ele comprou uma motocicleta avaliada em R$ 35 mil que foi registrada em nome da mãe de Paulo Rogério de Souza Paz, o Mica, chefe do tráfico nos morros da Fé, Chatuba, Caracol e Sereno. O jogador terá que prestar depoimento na Polícia sobre o caso.

O Dia
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