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 Vice do Inter pede confiança a Roth: "ele tem vestiário na mão"
25 de dezembro de 2010 19h44 atualizado às 19h46

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No segundo tempo, Celso Roth ainda apostou na entrada de Oscar, Leandro Damião e Giuliano, sem sucesso. Foto: Jefferson Bernardo/Vipcomm/Divulgação

Técnico ganha respaldo de novo dirigente, que confia "na realização de um bom trabalho"
Foto: Jefferson Bernardo/Vipcomm/Divulgação

Roberto Siegmann, vice-presidente de futebol do Internacional na gestão que entrará em vigor no próximo ano, fez questão de destacar sua confiança no trabalho do técnico Celso Roth. Em entrevista divulgada neste sábado pelo clube, o futuro dirigente disse confiar "na realização de um bom trabalho" do treinador, que teve seu contrato renovado à revelia de parte da torcida, em especial na busca pelo terceiro título na Libertadores da América.

"A chegada do Roth possibilitou a conquista do bicampeonato da Libertadores. Testemunhei o quanto ele trabalhou - treinando em dois turnos, inclusive. Pude ver o quanto ele exige que os atletas se aperfeiçoem. A Libertadores começa já em fevereiro para nós, e uma eventual troca de técnico acabaria sendo perigosa neste momento. Roth é trabalhador, tem o 'vestiário na mão' e conhece muito bem o grupo. Tenho excelente relacionamento com todos os componentes da comissão técnica. Confio na realização de um bom trabalho", disse.

Demonstrando preocupação com o planejamento para a competição sul-americana, Siegmann pediu um voto de confiança do torcedor a Roth, "pela tradição vitoriosa do nosso futebol". "Por mais que o Inter tenha sido o maior vencedor em 2010, pelo título da Libertadores que conquistamos, houve uma frustração por parte da torcida com o desempenho na parte final do Brasileirão e no Mundial. Embora eu compreenda, um dirigente trabalha com dois elementos: a razão e a emoção. Eu confio no trabalho do Celso Roth", completou.

O novo dirigente colorado admitiu seu abatimento com o terceiro lugar do clube no Mundial de Clubes da Fifa, dada a "derrota inesperada" para o Mazembe nas semifinais. No entanto, lembrou que o Internacional estava entre os melhores clubes de cada continente, e destacou um ponto muito positivo no torneio, apesar da frustração: a participação da torcida em Abu Dhabi.

"Temos a maior e melhor torcida do Rio Grande. Mais de 7 mil torcedores estiveram em Abu Dhabi, algo jamais visto em uma competição de Clubes da Fifa", exaltou. "Embora frustrados com o resultado da estreia (derrota por 2 a 0), os torcedores foram grandiosos e generosos, apoiando o time de forma incondicional na decisão do terceiro lugar", completou.

Roberto Siegmann ainda aproveitou a entrevista para explicar a ausência de cumprimentos dos jogadores à torcida antes da derrota na semifinal. "A Fifa institui regras muito rígidas na organização deste tipo de competição. Para não sofrer prejuízos, observamos rigorosamente o protocolo, o qual não permitia saudação naquele momento de entrada em campo", alegou, antes de uma confissão. "Hoje, lamento que o protocolo não tenha sido quebrado. No segundo jogo, prontamente nossos atletas saudaram a torcida de forma intensa", acrescentou.

Redação Terra