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 Desde 1988 sem ídolos no gol, Flu aposta em Cavalieri
31 de dezembro de 2010 09h21 atualizado às 09h37

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Diego Cavalieri  já foi cotado no Internacional, no Santos e no Flamengo, mas seu destino foi o Fluminense. Foto: Getty Images

Novo goleiro chega para preencher lacuna aberta desde a saída de Paulo Victor
Foto: Getty Images

Desde 1988, todo goleiro que chega à meta do Fluminense tem a vida dura. Em agosto daquele ano, despedia-se do clube o último camisa 1 que poderia ser chamado de ídolo: Paulo Victor, campeão brasileiro em 84. De lá para cá, todos os "herdeiros" conviveram com a desconfiança.

Alguns chegaram a ter bons momentos no clube, como Ricardo Pinto, Wellerson ou Kléber. Porém nenhum deles chegou a cair definitivamente nas graças dos tricolores.

Recentemente, o trio Ricardo Berna, Fernando Henrique e Rafael participou de uma verdadeira "dança das cadeiras" no gol do Fluminense. Nesta temporada, por exemplo, todos os três atuaram como titulares.

O caso de Berna é o mais emblemático. No início do ano, era apenas a terceira opção. Entretanto, com o insucesso dos outros dois, acabou ganhando a vaga e terminou o Brasileiro como o titular na conquista nacional, fato que lhe deixou com boas chances de renovar seu contrato, que se encerra nesta sexta-feira.

Todavia, apesar do bom desempenho, Berna é outro que ainda não alcançou o posto de ídolo da torcida, missão que será tentada também por Diego Cavalieri, recém-contratado junto ao Cesena (ITA) e que chega com status de reforço de peso.

"Estou muito aliviado por ter conseguido esta liberação. Agora é me focar para ter um 2011 maravilhoso", declarou o goleiro, que terá a pré-temporada em Mangaratiba para provar que pode ser o titular.

Cavalieri tem problemas com as malas:

Ao que parece, a Itália cisma em não deixar Cavalieri ir embora por completo. Na quinta-feira, o goleiro passou a tarde no aeroporto tentando recuperar suas malas, que ficaram no país e que, passados dez dias, ainda não apareceram.

"Desde o dia 20, elas não aparecem. Tem roupa e outras coisas. Ninguém sabe me informar", contou o goleiro.

De Castillo a Paulo Victor, Flu sempre teve grandes goleiros:

Se a camisa 1 tricolor está à procura de um dono nos últimos anos, nem sempre foi assim. O Fluminense contou com grandes goleiros ao longo de sua centenária história.

O nome mais lembrado é o de Castillo. Ele é o jogador que mais atuou pelo Fluminense: 696 partidas, entre 1947 e 1965. E ficou marcado por amputar um dedo da mão esquerda para jogar.

Seu companheiro era Veludo, outro grande camisa 1, entre 1949 e 1956. Os dois eram os goleiros da Seleção e disputaram a Copa de 1954.

Antes deles, Marcos de Mendonça (de 1914 a 1922), iniciou a tradição de grandes goleiros no clube, e Batatais (de 1935 a 1946), goleiro na Copa de 1938, já faziam história.

Outro camisa 1 importante foi Félix, que jogou por nove anos e fez parte da "Máquina Tricolor", além de ter sido titular do Brasil na Copa do Mundo 1970.

O último grande goleiro tricolor foi mesmo Paulo Victor, campeão brasileiro em 1984 e tricampeão carioca (1983, 84 e 85).

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