Clube paranaense é o lanterna do Estadual em 2011
Foto: Giuliano Gomes/Gazeta Press
- Elaine Felchacka
- Direto de Curitiba
A crise no Paraná Clube se agrava cada dia mais e nesta terça-feira tomou proporções ainda maiores. Roberto Cavalo foi mantido no cargo por ordem do presidente Aquilino Romani, mas contra a vontade do vice-presidente de futebol, Paulo César Silva.
Se nos gramados o time ainda não venceu em sete rodadas neste Campeonato Paranaense, nos bastidores a situação se mostra mais delicada e fragilizada. Nem mesmo o massagista foi perdoado e foi demitido no começo desta semana. A confusão envolvendo o profissional aconteceu no clássico com o Atlético-PR, no último domingo, quando o Paraná precisou emprestar bandagens do adversário para utilizar em seus jogadores.
O treinador saiu em defesa do massagista, que para ele é o menos culpado de todos os problemas que incluem falta de material básico para um clube.
"Se vocês cobrarem, as coisas vão aparecer. Assim elas tomam o rumo certo. Estamos perdendo um massagista nosso por ter sido culpado da falta de ataduras. Eu acho um absurdo. É um cara que precisa do trabalho e está trabalhando sozinho. Isso não pode continuar acontecendo", desabafou o treinador.
Mas o descontentamento maior de Cavalo é com o dirigente Paulão, que não o quer mais no comando do time. Após saber que o vice-presidente de futebol teria entrado em contato com Gilberto Pereira par assumir o comando do tricolor, Cavalo não mediu as palavras.
"Se você quer contratar outro profissional, primeiro tem que demitir aquele que está aqui, que é o Roberto Cavalo. Eu tomei conhecimento que isso aconteceu e fiquei muito surpreso quando disseram que o Paulão estaria me demitindo", contou o treinador.
Para ele, a situação seria menos incômoda se ele tivesse sido avisado antes do posicionamento do vice-presidente.
"Num momento desse não tem que ir à imprensa. Primeiro tem que comunicar o profissional. Fiquei meio surpreso pela maneira que o Paraná Clube está sendo tocado. Eu acho que essas pessoas que se dizem paranistas, como o caso do Paulão, têm que ter um pouco mais de profissionalismo", cutucou Roberto Cavalo.
- Especial para Terra




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