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 Roberto Cavalo diz que fica no Paraná: "não jogo a toalha"
10 de fevereiro de 2011 00h06 atualizado às 01h55

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Depois de mais uma derrota do Paraná Clube em casa, desta vez por 2 a 1, diante do Operário, pelo Campeonato Paranaense 2011, novamente o técnico Roberto Cavalo tentou explicar o que está acontecendo no clube. O comandante paranista admite que o time não tem evoluído como o esperado e o grupo tem pouca qualidade, além de sentir a pressão.

"O clima é o mesmo de quando começou a competição, quando perdemos para o Corinthians-PR aqui dentro. Não jogamos bem, erramos e tomamos os gols", avaliou o treinador, que continua confiando em seu trabalho, mesmo sem resultado. "É difícil não ter uma vitória ou evolução em termos de equipe. O momento é difícil e não é novidade para mim. Sou profissional e estou consciente do que estou fazendo", completou.

Cavalo lembrou o episódio desastroso da lista de dispensas feita por um diretor no início da semana. Se o técnico não tivesse "resgatado" alguns nomes, faltaria atleta para compor o banco. "Fomos para o jogo com o que tínhamos. Eram 19 jogadores no plantel. Estava preocupado", apontou o treinador.

"Se não tivéssemos o Serginho, o Rafael Vaz e o Chimba, teríamos três jogadores a menos no banco. Um time como o Paraná Clube não pode ter isso. Tivemos a volta do Kelvin. Mas o resultado não veio e é normal a torcida críticas, a pergunta de se ainda tem ambiente...", disse.

O treinador voltou a pedir contratações, mas espera que tenha tempo de usufruir das novidades. "O psicológico desses jogadores está abatido. É resultado negativo, é ter que ganhar, ameaça de dispensa. Isso atrapalha bastante. Se a saída do Roberto Cavalo vai dar jeito, basta a diretoria conversar comigo. Mas não vejo isso. Na hora que a diretoria contratar pelo menos quatro, o grupo dará a resposta. Eu não jogo a toalha", concluiu.

Gazeta Esportiva