Afastado durante a crise, Felipe voltou e vem bem com R. Gomes
Foto: Fotocom/Divulgação
- Raphael Zarko
Enquanto o Vasco espera pelo talento de Diego Souza, de 25 anos, a estrela da companhia ainda é Felipe, único jogador de linha acima dos 30 ¿ o meia tem 33, enquanto o goleiro Fernando Prass é um ano mais novo. Para o técnico Ricardo Gomes, o velhinho da turma, que por muito pouco não conquistou o mundo jogando pelo time de São Januário, está longe de ser um problema, na equipe que tem a menor média de idade entre os grandes cariocas ¿ 25 anos e oito meses.
O passe de Felipe para Jeferson na partida contra o Comercial, na última quarta-feira, resume bem o que o novo técnico espera do camisa 6: inteligência e precisão. "Felipe é um cara que sabe jogar. Quando era mais novo, usava a parte física e a técnica e voava baixo pela lateral. Depois, passou para o meio e até jogou no ataque. Hoje, ele faz o time jogar, com passes decisivos. Quando o jogador é inteligente, pode desempenhar várias funções", elogiou Ricardo Gomes.
Com a provável chegada de Diego Souza, além das contratações de Leandro e de Elton, o técnico vascaíno agora tem jogadores mais experientes no elenco, mas isso não significa que os mais jovens vão perder espaço. Gomes avisa que apenas com nome ninguém vai garantir a camisa de titular.
"Para ganhar posição, só com muito trabalho. Somente com nome é impossível (ser escalado). Estamos de olho em todo mundo que está mostrando qualidade", disse o treinador, que citou o garoto Diego Rosa, meia de 21 anos das categorias de base, que está treinando bem entre os profissionais.
Gomes ressaltou ainda a importância de outros atletas, como Enrico, Bernardo e Caíque, pressionarem os titulares para que haja uma disputa sadia na briga pelas posições.

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