Os jogadores do Vitória perderam a paciência após a derrota no clássico
Foto: Agência Lance
- Lindomar Assis
- Direto de Salvador
Representantes do Vitória, entre jogadores, comissão técnica, funcionários e dirigentes, foram acusados pela Procuradoria do Tribunal de Justiça do Futebol da Bahia de ofenderem o árbitro Jailson Freitas na partida do último dia 20, em jogo válido pela oitava rodada do Campeonato Baiano, quando perdeu para o arquirrival Bahia por 2 a 0, no estádio de Pituaçu, em Salvador. O julgamento está marcado para o dia 15 de março.
Os acusados são Viáfara, Nino Paraíba, Bida, Uellinton, Neto Baiano, além do técnico Antônio Lopes, o médico Luiz Felipe Fernandes, o presidente Alexi Portela e o diretor de futebol do clube, Beto Silveira. O diretor de controladoria, José Perdiz, e o supervisor de futebol Mário Silva, também terão que se explicar.
Os artigos nos quais os rubro-negros foram citados se referem à ofensa, prática de agressão física, conduta contrária a ética desportiva e desrespeito ao público. As penas vão desde o pagamento de multas, que variam de R$ 100 a R$ 100 mil, até suspensão de 1 a 6 jogos.
Entenda o caso
O tumulto envolvendo representantes do Vitória e o árbitro Jailson Macedo Freitas começou após a derrota para o Bahia por 2 a 0, em Salvador. Segundo dirigentes do Vitória, os dois gols do time tricolor teriam sido irregulares.
De acordo com o técnico Antonio Lopes, o time rubro-negro tomou o primeiro gol porque Nino Paraíba, no ataque, sofreu uma falta que o juiz não deu. No contra-ataque, o Bahia marcou. Lopes também reclamou do segundo gol, quando o árbitro mandou voltar o pênalti batido por Ávine, que cobrou fraco e perdeu na primeira tentativa. Segundo Jailson, o goleiro Viáfara avançou na jogada.
Nas súmulas da partida divulgadas um dia após a partida, segunda-feira, no site oficial da Federação Baiana de Futebol (FBF), Jailson relata que foi ofendido por integrantes da equipe rubro-negra, chamado de "tendencioso" e "vagabundo".
No relatório anexo à súmula, o árbitro informou que o funcionário da FBF, Ney Souza, disse que foi agredido pelo diretor de controladoria do Vitória, José Perdiz. Ainda de acordo com o texto do documento, Ney "afirmou ter ouvido os xingamentos de 'ladrão', 'tendencioso', 'vagabundo' e 'safado' disparados contra a arbitragem".
Para tentar esclarecer o fato, a Federação Baiana reuniu matérias divulgadas na imprensa, em diversas mídias, e enviou ao Tribunal de Justiça Desportiva da Bahia (TJD-BA).
- Terra




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