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 Representantes do Vitória são julgados por tumulto em clássico
15 de março de 2011 10h00

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Viáfara vibra com o gol de empate do Vitória. Foto: Agência Lance

Viáfara é um dos jogadores que podem levar longa suspensão
Foto: Agência Lance

Lindomar Assis
Direto de Salvador

Jogadores, membros da comissão técnica e da direção do Vitória serão julgados nesta terça-feira pelo Tribunal de Justiça Desportiva da Bahia (TJD-BA), às 18h30, na 1ª Comissão Disciplinar do TJD. Os acusados foram envolvidos no tumulto do clássico Ba-Vi, quando o Bahia venceu a equipe rubro-negra por 2 a 0, no último dia 20.

Irão à julgamento os jogadores Viáfara, Nino Paraíba e Bida, e o técnico Antônio Lopes. Eles podem pegar até 360 dias de suspensão. Os expulsos daquela partida, Uellinton e Neto Baiano, podem pegar a mesma pena dos outros acusados e mais dez jogos de suspensão por conduta violenta durante a partida.

Serão julgados também o médico Luiz Felipe Fernandes, o presidente Alexi Portela, o diretor de futebol do clube, Beto Silveira, o diretor de controladoria, José Perdiz, e o supervisor de futebol, Mário Silva. Eles podem pegar de 180 a 360 dias de suspensão.

Os artigos nos quais os rubro-negros foram citados se referem à ofensa, prática de agressão física, conduta contrária à ética desportiva e desrespeito ao público. As penas vão desde o pagamento de multas, que variam de R$ 100 a R$ 100 mil, até suspensão.

Caso os atletas sejam absolvidos, o Vitória poderá não ter desfalques contra o Camaçari, no próximo domingo, às 16h (horário de Brasília), pela segunda fase do Campeonato Baiano.

O tumulto envolvendo representantes do Vitória e o árbitro Jailson Macedo Freitas começou após a derrota do Vitória para o arquirrival Bahia por 2 a 0, no Estádio de Pituaçu, em Salvador. Segundo dirigentes do Vitória, os dois gols do time tricolor teriam sido irregulares.

De acordo com o técnico Antônio Lopes, o time rubro-negro tomou o primeiro gol porque Nino Paraíba, no ataque, sofreu uma falta que o juiz não deu. No contra-ataque, o Bahia marcou. Lopes também reclamou do segundo gol, quando o árbitro mandou voltar o pênalti batido por Ávine, que cobrou fraco e perdeu na primeira tentativa. Segundo Jailson, o goleiro Viáfara avançou na jogada.

Na súmula do jogo, o árbitro informou que foi agredido verbalmente com os xingamentos de 'ladrão', 'tendencioso', 'vagabundo' e 'safado' por representantes da diretoria rubro-negra. O texto do documento também dizia que membro da Federação Baiana de Futebol (FBF) foi agredido.

Especial para Terra