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 Vitória estuda entrar com recurso contra condenações no TJD
16 de março de 2011 12h31 atualizado às 12h50

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Antônio Lopes tenta empurrar time do Vitória diante do Atlético-PR, mas equipe baiana acaba rebaixada. Foto: Eduardo Martins/Futura Press

Técnico Antônio Lopes foi absolvido, mas vitória sofreu com punições no Tribunal da Bahia
Foto: Eduardo Martins/Futura Press

Lindomar Assis
Direto de Salvador

O Vitória promete recorrer da decisão tomada na noite desta terça-feira pelo Tribunal de Justiça Desportiva da Bahia (TJD-BA), que condenou dois jogadores, dois diretores, o supervisor e o presidente do clube. No total, 11 funcionários foram ao banco dos réus. As punições são fruto da confusão ocorrida no clássico Ba-Vi do dia 20 de fevereiro, pelo Estadual.

Segundo o advogado do clube, Manoel Machado, as acusações foram baseadas apenas em matérias produzidas pela imprensa e que o árbitro da partida, Jailson Macedo, não viu declarações dos jogadores contra a sua pessoa.

O advogado disse ainda que as provas deveriam ter sido feitas apenas com o texto da súmula, onde, segundo Machado, não tinha nenhum comportamento inadequado dos atletas, com exceção de Neto Baiano e Uellinton, expulsos na partida.

As penas mais graves foram do goleiro Viáfara e do atacante Neto Baiano, condenados por ofender Jailson Macedo. Viáfara desfalca o time rubro-negro por quatro jogos, além de pagar multa de R$ 100. Já Neto Baiano recebeu punição por três partidas.

Como o atleta foi expulso no jogo onde aconteceu a confusão (clássico Ba-Vi de 20 de fevereiro), o atacante já cumpriu uma partida automática de gancho e desfalcará o Vitória apenas em mais dois confrontos.

Uelliton, Bida e Nino, acusados de ofender o árbitro, foram inocentados, mas o TJD promete analisar o processo e recorrer da decisão em até três dias. O técnico Antônio Lopes também foi absolvido.

O supervisor Mário Silva, o diretor de controladoria José Perdiz e o diretor de futebol Beto Silveira terão que cumprir 30 dias de suspensão e pagar multa de R$ 500, cada um. O médico Luiz Felipe Fernandes fica sem trabalhar durante quatro jogos, além de pagar multa de R$ 100.

O presidente do clube, Alexi Portela, acusado de ofender o árbitro e a Federação Baiana de Futebol (FBF), foi o dirigente que ficou com a maior punição. Ele pegou 60 dias de gancho e multa de R$ 1 mil.

Especial para Terra