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 Santa Cruz corre o risco de perder Gilberto a baixo custo
12 de abril de 2011 18h21

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Revelação da equipe do Santa Cruz, o atacante  Gilberto  pode reforçar o Corinthians ainda nesta temporada. O jogador já confirmou que deixará o clube .... Foto: Ivan Pacheco/Terra

Gilberto pode deixar o Santa Cruz para jogar pelo Corinthians
Foto: Ivan Pacheco/Terra

Paulo Victor Castanheira
Direto do Recife

Um dos assuntos que mais movimentam os bastidores do futebol pernambucano é a novela da ida do atacante Gilberto, do Santa Cruz, para o Corinthians. O atleta chegou a comunicar que estava fora do time do Recife e que já havia acertado contrato com o clube paulista. A multa rescisória de Gilberto girava em torno de R$ 390 mil e a equipe do Parque São Jorge já possuía investidores interessados em bancar o negócio. No entanto, de última hora a equipe coral invocou um novo artigo da Lei Pelé e com isso foi capaz de manter o jovem atacante no Arruda.

A nova lei, nº 12.395, promulgada no último dia 16 de março, elevaria a multa para aproximadamente R$ 4 milhões. "Tem uma grande diferença entre a lei anterior e a atual. Antes poderia haver a possibilidade de redução da cláusula, caso fosse excessivamente alta, hoje não existe mais isso", comenta o advogado Fabio Menezes, que está ministrando um curso de direito esportivo neste mês na Faculdade Boa Viagem. Com a manobra, o Corinthians seria obrigado a pagar uma multa equivalente a 200 vezes o valor do salário que seria oferecido ao jogador.

"Caso o Confiança seja realmente o clube formador do atleta, o argumento do Santa Cruz se mostra falso. Eles revelaram que o que tinham era na verdade uma cláusula no contrato que dava direito ao Santa de preferência na renovação. No fim, ficou sendo mais um acordo entre o atleta e o clube", comentou o especialista.

Na segunda-feira, o atacante enviou um documento para a Federação Pernambucana de Futebol em que afirma que o seu clube formador foi o Confiança de Sergipe e que, por isso, o clube pernambucano não pode fazer uso da nova lei para segurá-lo. Ele ainda afirmou que não pretende renovar contrato com a equipe coral e que por isso a sua saída é certa.

O caso causou muita polêmica e o próprio presidente da FPF-PE, Carlos Alberto de Oliveira, tomou partido na briga ao não aceitar receber o documento de Gilberto. O dirigente afirmou: "não sou obrigado a atender e receber documento nenhum." Quando confrontado se a sua atitude não seria ilegal, ele completou: "É, vocês vivem dizendo que eu faço coisa ilegal. Então eu faço coisa ilegal. Mas no fim dá tudo certo. É no ilegal que no fim eu saio ganhando".

Advogado do Santa Cruz, Eduardo Lopes, afirmou que só poderá dar mais detalhes sobre a novela após uma conversa que terá com o presidente do clube, Antônio Luiz Neto. No entanto, ele adiantou: "o Santa Cruz não tem nenhuma dúvida quanto à formação, pois o contrato de seis meses não caracteriza o Confiança como clube formador".

Especial para Terra