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Em "guerra" com Casino, Abilio Diniz lamenta possível venda do Audax

22 mai 2013
18h51
atualizado às 19h28
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Idealizado por Abilio Diniz, o Audax pode ser vendido em breve ou até mesmo deixar de existir, tanto em São Paulo como no Rio de Janeiro. O clube foi idealizado pelo empresário, que agora lamenta a possibilidade da venda sem poder fazer nada, por não ser o único acionista do Grupo Pão de Açúcar - o jornal Folha de S. Paulo informou, nesta quarta-feira, que o grupo Casino tem a intenção de negociá-lo. Os dois times estão nas primeiras divisões dos respectivos estaduais.

<p>Abilio Diniz idealizou pessoalmente o projeto do Audax, há dez anos</p>
Abilio Diniz idealizou pessoalmente o projeto do Audax, há dez anos
Foto: Divulgação

Abilio Diniz se manifestou atráves do Twitter nesta noite: "lamento a decisão do Casino de colocar à venda o Audax, um projeto vitorioso com uma história única. Começou como projeto social e chegou às primeiras divisões do Campeonato Carioca e Paulista sem perder o foco na formação de cidadãos", afirmou ele, que ainda divulgou o link de um texto em que comemora a ascenção à primeira divisão do Paulista, conquistada neste ano.

Abilio Diniz está envolvido em um imbróglio com o Casino desde meados de 2011. Ele ainda é acionista do Grupo Pão de Açúcar, mas o grupo controla a maioria das ações atualmente e não tem mais interesse em manter o Audax.

Ainda de acordo com a Folha de S. Paulo, Casino entende que "o ciclo de evolução do projeto está concluído", teria afirmado o grupo, que ainda completou: "a partir de agora, a atividade profissional dos times exige muito mais foco, recursos e especialização".

A primeira ideia é que o clube seja vendido, em uma transação que já seria novidade para as federações de São Paulo e Rio de Janeiro. Caso não apareça um comprador, o problema pode ser ainda maior, já que uma vaga ficará aberta nos campeonatos de cada estado.

Desavenças
Diniz não tem uma relação harmoniosa com o Casino desde que, em meados de 2011, o empresário tentou unir as operações do Carrefour no Brasil ao Pão de Açúcar. O Casino acusou o então controlador da varejista brasileira de tentar minar o acordo de acionistas na Wilkes.

Na mais recente desavença, Diniz levou ao Conselho de Administração do Pão de Açúcar, em dezembro de 2012, a proposta de análise de migração da empresa para o Novo Mercado, ambiente que exige maior governança corporativa. O item foi rejeitado pela maioria dos conselheiros.

Na mesma reunião, foram eleitos os membros do recém-criado Comitê de Governança Corporativa do Pão de Açúcar, deixando Diniz de fora. Ele entendia que deveria ter cadeira no comitê e questionou a competência definida para o órgão, de ser o elo entre a diretoria executiva e o Conselho de Administração - no entendimento do empresário, essa é uma atribuição do próprio chairman.

Menos de duas semanas depois, em 20 de dezembro, Diniz abriu um procedimento arbitral contra o Casino. Um dos objetivos com isso, segundo a assessoria do empresário, é que o grupo francês "se abstenha de praticar ações que violem o cargo de Abilio Diniz como presidente do Conselho de Administração do Grupo Pão de Açúcar".

Desde antes de Diniz transferir o controle do Pão de Açúcar ao Casino especula-se a respeito de uma possível saída do empresário da empresa com a ViaVarejo, unidade de eletroeletrônicos e comércio online do grupo. Essa alternativa esfriou nos últimos meses, segundo fontes. E, agora, parece perder força diante do movimento da venda parcial das ações de Abilio no Pão de Açúcar.

Com informações da Reuters

Fonte: Terra
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