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Vasco corre como cão atrás do rabo, diz ex-vice

12 fev 2009 - 13h17
(atualizado às 13h30)
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Uma das principais lideranças da antiga oposição do Vasco, José Henrique Coelho, presidente do Movimento Unido Vascaíno, participou ativamente do processo que levou Roberto Dinamite ao comando em São Januário, colocando fim à gestão de Eurico Miranda. Indicado como o vice de marketing do ex-atacante, ele deixou o clube nesta quinta-feira após alguns meses de desentendimentos com a direção que integrava.

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José Henrique Coelho faz graves denúncias à administração de Dinamite, como fraudes em orçamento e contratações de parentes para trabalhar no Vasco. A assessoria de imprensa do clube afirmou que o presidente Roberto Dinamite ainda não chegou à sede nesta quinta e pode até mesmo não se pronunciar sobre as declarações do ex-cartola.

Em entrevista exclusiva ao Terra , o ex-dirigente vascaíno vislumbra o futuro do clube, demonstra sérias preocupações com o orçamento para 2009, além de avisar que o "Vasco vai correr como cachorro atrás do rabo" se não houver uma mudança na gestão do clube.

Confira a entrevista na íntegra:

Terra - Há nepotismo no Vasco?
José Henrique Coelho - Sim, existe a questão moral de um presidente colocando parentes para trabalhar no clube. São coisas repudiáveis e nós repudiávamos a família (de Eurico) Miranda e todas as outras que fizeram isso. O Brasil se voltou contra o nepotismo, o Superior Tribunal Federal se voltou contra isso. Eu não iria me calar com tamanho confronto de idéias.

Terra - Quais projetos a direção do Vasco não levou adiante?
JH Coelho - Principalmente o centro de treinamento. Mas há uma série de medidas que não foram tomadas por falta de pulso, por inércia. Basta dar uma lida no projeto de candidatura do MUV para achar uma série de pontos. Além disso, a direção gasta demais, não sabe priorizar o dinheiro. O Vasco vai correr como cachorro atrás do rabo.

Terra - Que avaliação você faz dos jogadores e da comissão técnica contratadas para 2009?
JH Coelho - Futebol não é minha especialidade, então diria que qualquer opinião é prematura. Acho que não deu tempo para nada. Mas são contratações demasiadamente caras e o orçamento do clube não vai suportar. Parecem de ótima qualidade, mas os valores não estão na realidade do clube.

Terra - Os problemas para acertar com a Eletrobrás vão se resolver?
JH Coelho - Vários vascaínos estão envolvidos para isso e os problemas são culpa da gestão passada. Minha preocupação é saber se um patrocinador vai se interessar por um clube que faz tantas coisas erradas, que joga dinheiro pela janela. Como uma empresa investe em alguém assim?

Terra - O senhor já ameaçara renunciar no fim de 2008. Havia sido pelos mesmos motivos? Por que não renunciou naquele momento?
JH Coelho - Eram os mesmos motivos que apresentei agora. Houve uma conversa e ficou acertado que seguiríamos um modelo mais profissional, no qual os requisitos administrativos precisariam ser respeitados. Infelizmente, o Dinamite e outros dirigentes não corrigiram isso.

Terra - Como o senhor vê o futuro do Vasco?
JH Coelho - Sempre vai ser melhor, pois não pode ser pior que os oito anos que tivemos com o Eurico Miranda. Nada será pior que aquilo.

Terra - O que foi feito de errado desde que a nova direção assumiu?
JH Coelho - Meu compromisso de gestão, divulgado durante cinco anos, exige a coragem de ficar acima de qualquer vantagem ou qualquer disposição que ser dirigente do Vasco dá. O compromisso é com o clube. No último ano, me afastei de minha empresa para me dedicar para a eleição, e também foi assim desde que assumimos. Não só por paixão, mas por compromisso assumido.

Terra - Qual seu futuro com relação ao Vasco?
JH Coelho - Não sou candidato a nada e não me considero político. Só que alguns membros da direção e o presidente, porém, pensam completamente diferente do que foi anunciado na campanha.

Fonte: Especial para Terra
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