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Grandes colorados falam sobre os 100 anos do Inter

4 abr 2009
09h33
atualizado às 09h44

Em 100 anos de vida, naturalmente que há muitos responsáveis pela história do Sport Club Internacional. Da fundação em 1909 com Henrique Poppe ao título mundial com Fernandão em 2006, vários foram os personagens envolvidos em escrever a trajetória de uma das instituições mais bem sucedidas do futebol brasileiro.

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Extrair o melhor de cada um deles seria impossível, mas o Terra foi atrás de sete nomes, de diferentes gerações, mas com o orgulho em ser colorado como um fato em comum. No quinto e penúltimo especial da série sobre os 100 do Internacional, trazemos o que cada um deles tem a dizer sobre o centenário.

Confira os depoimentos de personagens marcantes na história do Internacional:

Falcão, volante do Inter entre 72 e 79

"O título de 79 é um momento que eu destacaria. Não pelo fato de ter sido invicto, mas porque era um time completamente novo e para a gente foi muito importante"

"Não gosto de falar de mim mesmo, mas faço parte dessa história. Cheguei ao Inter com 11 anos e fiquei até os 27, quando fui embora para a Roma. Participei de conquistas importantes e estou nessa história, mas prefiro que as pessoas falem sobre isso"

"O Inter é muito importante para mim, pois ajudou a me projetar para o mundo do futebol. Me levou para a Itália, deu um impulso muito grande. É difícil chegar aos 100 e com essa trajetória, como um campeão do mundo. É um time que está muito forte, se preparou para a Lei Pelé, teve uma ótima administração e tem grandes perspectivas. Está em um grande momento como clube e como equipe"

Rubens Minelli, treinador do Internacional entre 1974 e 76

"O Inter já era uma potência quando fui para lá, só acrescentei os títulos brasileiros que ainda não tinham. Já peguei o Inter como pentacampeão gaúcho e transformei em octacampeão e em bi do Brasileiro. Isso marcou e existe um reconhecimento, porque até hoje me convidam para todas as solenidades, como no aniversário de 90 anos e nas conquistas de 2006"

"Existe, de minha parte, muita admiração e gratidão, porque o Inter solidificou minha carreira. Tive a felicidade de ter montado o maior time da história do clube e marcou na época, não só pelas conquistas, mas pela forma que jogava, aplicado taticamente, com muita marcação e também muita técnica. Havia uma valorização muito grande e o clube não conseguiu manter os jogadores depois de dois anos"

"Não sei como é agora, mas sinto que não mudou nada no Inter. Era uma grande família, uma conjunção de idéias entre diretores e um tratamento muito bom, ao contrário de outros clubes, onde você é considerado empregado"

Figueroa, zagueiro do Inter entre 1972 e 76

"O Inter e seu torcedor moram no meu coração e me sinto muito feliz por esse momento. Aqui, entramos para a história e a lembrança que tenho disso tudo é belíssima. Jogar no Inter foi a melhor escolha que fiz na vida e ainda me sinto gaúcho"

"Fiz o gol do primeiro título nacional, acho que sou o zagueiro que mais fez gols no Grêmio e nunca perdi para eles. A única tristeza é não ter ganhado uma Libertadores, pois naquela época o mais importante eram os títulos estaduais e brasileiros"

Abel Braga, treinador do Internacional em cinco oportunidades

"São 100 anos de muito crescimento, de muitas dificuldades e, principalmente, de afirmação como um dos maiores clubes do futebol mundial. O Internacional é administrado de forma correta, honesta e vencedora. As pessoas que estão à frente do clube pensam sempre no amanhã, tanto esportivamente como no aspecto estrutural. Eu desejo que esse ano seja de muito sucesso e alegria para o torcedor colorado"

"Eu me sinto orgulhoso por ter treinado o Internacional por cinco vezes, e fico gratificado por saber que todos os torcedores colorados gostam de mim. Acho que isso acontece porque sempre procurei dar o meu melhor enquanto estive no Beira-Rio Tudo que sou hoje devo ao Internacional e às conquistas que tive no clube. O Inter me proporcionou muitos momentos de alegria, mas o que mais me marcou foi a conquista da Copa Libertadores. Ali começou a nossa grande arrancada para o título mundial"

Fernandão, atacante do Inter entre 2004 e 2008

"Temos que voltar lá na época de fundação do clube. O sonho de dois irmãos que, 100 anos depois, se tornou uma maneira de viver. Um clube do povo, que deixou de ser somente do povo do Rio Grande do Sul para se tornar um dos maiores do planeta. Isso é o Inter, campeão de tudo"

"Acho que consegui escrever um capítulo nesta história. Vivi grandes momentos desde meu primeiro jogo, um Gre-Nal, quando consegui marcar um gol histórico. Foram quatro anos de conquistas e isso me deixou muito feliz. Todos momentos com a camisa do Inter foram muito especiais. A Libertadores no Beira-Rio, o gol do Gabiru, receber a taça do Mundial e depois a chegada a Porto Alegre. Tudo foi muito especial"

Rafael Sobis, atacante do Inter entre 2004 e 2006

"Os 100 anos do Inter representam muito para mim. Acho que participei de um momento importante da história do clube e tenho um carinho especial pelos colorados. O importante é chegar aos 100 anos tendo conquistado os maiores títulos possíveis e fico muito feliz de ter participado disso"

"Acho que dei minha contribuição em um momento importante, que foi a Libertadores de 2006. Sabia o que significava aquele título para a torcida. Sem dúvida, o primeiro jogo da decisão foi meu maior momento. Ali encaminhamos o título e consegui ter boa atuação. É o maior momento da minha carreira"

Índio, zagueiro do Internacional desde 2005

"O centenário é um momento de alegria muito grande. Estou aqui há quatro anos, conheço a história deste clube e sei como trabalhar aqui. É uma marca de grande significado para quem torce e para quem está em campo. Todos que passaram pelo clube fazem parte dessa data tão especial: jogadores, dirigentes, treinadores, pessoal da limpeza, segurança e, principalmente, nosso torcedor. Construímos uma história em campo que é feita pelo nosso torcedor nas arquibancadas e os cem anos são de todos que já trabalharam no clube

"Meu maior momento foi o Mundial de Clubes. Vai ficar marcado para o resto da minha vida e do clube. Todos apostavam no Barcelona para ganhar, diziam que era impossível que a gente vencesse. Mas mostramos o peso da nossa camisa e vencemos com um gol do Gabiru. Aquele foi um momento de muita emoção e da realização de um sonho para todos. Nunca vai sair da minha memória"

Leia neste domingo: Grande entrevista com Fernando Carvalho, presidente do Inter entre 2002 e 2006

Figueroa, chileno de nascimento, se diz gaúcho e colorado de coração
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Foto: Divulgação
Fonte: Especial para Terra

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